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Zona do euro registra crescimento de 1,5% em 2025 apesar da tensão com EUA
A economia da zona do euro superou as expectativas e cresceu 1,5% em 2025, apesar das turbulências comerciais provocadas pela política tarifária dos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (30) a agência Eurostat.
A primeira estimativa confirma a recuperação progressiva da economia europeia, após o crescimento modesto de 0,4% em 2023, seguido pelo resultado de 0,9% em 2024.
O crescimento de 1,5% em 2025 superou 0,1 ponto a estimativa dos economistas consultados pela Bloomberg, assim como o resultado de 1,3% projetado pela Comissão Europeia.
O dado engloba 20 países membros da zona do euro, o bloco da moeda única ao qual a Bulgária se uniu em 1º de janeiro.
A evolução foi similar no conjunto da União Europeia (UE), integrada por 27 países, com um crescimento de 1,6% em 2025, impulsionado por um crescimento sólido no quarto trimestre (+0,4% em relação ao trimestre anterior e +1,4% na comparação anual).
O resultado reflete uma atividade econômica mais forte que o esperado no final do ano.
Vários países da zona do euro publicaram nesta sexta-feira dados do PIB melhores que o previsto para o quarto trimestre, em particular Alemanha e Itália (+0,3% nos dois casos), além da Espanha (+0,8%), enquanto a França teve um crescimento mais tímido (+0,2%).
No total, o PIB dos países que compartilham a moeda única aumentou 0,3% no quarto trimestre de 2025 na comparação com o trimestre anterior e 1,3% ante o mesmo período do ano anterior, segundo a Eurostat.
- Perspectivas positivas -
No final do ano, "a aceleração do crescimento na Alemanha, Espanha e, em menor medida, na Itália compensou a desaceleração na França", resumiu Bert Colijn, economista-chefe do banco ING.
Segundo Colijn, "a economia da zona do euro parece capaz de acelerar o seu crescimento nos próximos trimestres", o que poderia acontecer "relativamente em breve", como indica a pesquisa que mede o clima empresarial da Comissão Europeia, que alcançou em janeiro o nível mais elevado em três anos.
O ano passado foi marcado por muitas incertezas, devido à guerra tarifária iniciada por Donald Trump após seu regresso à Casa Branca em janeiro de 2025.
Um acordo comercial assinado no ano passado entre Bruxelas e Washington aliviou a situação, embora a UE tenha sido obrigada a aceitar tarifas de 15% sobre os produtos que exporta para os Estados Unidos.
Outro indicador positivo é que o desemprego registrou leve queda em dezembro na zona do euro, com uma taxa de 6,2% da população ativa, contra 6,3% no mês anterior, segundo a Eurostat.
No conjunto da UE, a taxa de desemprego permaneceu em 5,9%, pouco acima de seu mínimo histórico (5,8%).
L.Wyss--VB