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Sindicatos da Bolívia aumentam bloqueios contra medidas econômicas
Os bloqueios de estradas aumentaram nesta quinta-feira (8) na Bolívia, como parte dos protestos contra as medidas econômicas do governo. Os pontos de interrupção chegavam a 32, vários deles em eixos importantes, segundo a estatal Administração Boliviana de Rodovias (ABC).
O presidente de centro-direita Rodrigo Paz aprovou em dezembro um decreto com mais de 100 artigos que eliminam o subsídio aos combustíveis e dobram os preços da gasolina e do diesel, uma medida que representa uma mudança econômica radical no país, após 20 anos de governos socialistas.
O decreto do governo inclui incentivos a grandes investimentos em exploração de recursos naturais, corte de impostos e congelamento de salários no setor público.
Os manifestantes, entre eles mineradores, camponeses e professores, exigem há semanas a revogação do decreto, com protestos nas ruas de La Paz. Na última terça-feira, eles iniciaram os bloqueios em nível nacional.
Segundo os manifestantes, o decreto vai beneficiar os grandes capitais, enquanto os cidadãos vão sofrer o impacto da inflação. Nesta quinta-feira, já eram 32 os pontos de bloqueio, em relação aos 9 iniciais, segundo a ABC.
O governo iniciou na última segunda-feira um diálogo com a Central Operária Boliviana (COB), principal sindicato do país. "São 35 artigos que seriam alterados apenas na forma, não em sua essência", antecipou hoje a vice-ministra Andrea Barrientos, uma das representantes do governo nas negociações.
A Bolívia importava os combustíveis a preços internacionais e os vendia pela metade do valor no mercado interno, drenando suas reservas em dólares. A inflação acumulada em 12 meses ultrapassou 20% em dezembro, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
R.Buehler--VB