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China confirma extradição do Camboja de magnata acusado de crimes cibernéticos
O magnata chinês Chen Zhi, supostamente à frente de uma rede de golpes on-line, foi extraditado para a China a partir do Camboja, confirmou Pequim nesta quinta-feira (8), depois de os Estados Unidos o denunciarem por uma suposta fraude bilionária.
Mais cedo, o Camboja informou que o banco fundado por Chen, o Prince Bank, foi colocado em liquidação.
A instituição é uma subsidiária do Prince Holding Group, o conglomerado de Chen e um dos maiores do Camboja, que, segundo Washington, serviu como fachada para "uma das maiores organizações criminosas transnacionais da Ásia".
As autoridades americanas já haviam denunciado o empresário de origem chinesa em outubro, ao acusá-lo de comandar suas operações criminosas em campos de trabalhos forçados no Camboja, em uma decisão que também atingiu duramente a indústria tabagista latino-americana.
O grupo Prince, de Zhi, é o maior acionista da Allied Cigar Corporation, matriz da empresa espanhola Tabacalera, que por sua vez controla as gigantes Tabacalera de García, da República Dominicana, e a cubana Habanos, na qual a estatal Cubatabaco detém participação igualitária.
As autoridades cambojanas anunciaram na noite de quarta-feira a detenção e a extradição de Chen Zhi para a China. A extradição foi confirmada nesta quinta-feira pelo Ministério da Segurança Pública da China.
Após anunciar a liquidação do Prince Bank Plc., "em conformidade com as leis do Reino do Camboja", o Banco Central do país indicou que seus clientes podem "retirar seu dinheiro normalmente".
O grupo Prince é um dos conglomerados mais importantes do Camboja.
Ele atua desde 2015 em mais de 30 países nos setores imobiliário, de serviços financeiros e de consumo.
Segundo especialistas, o Camboja abriga dezenas de centros de golpes, nos quais milhares de pessoas se dedicam a fraudes on-line, algumas de forma voluntária e outras como vítimas de tráfico humano.
As autoridades chinesas anunciaram que em breve emitirão mandados de prisão contra "o círculo mais próximo da rede criminosa de Chen Zhi".
Pequim já impôs penas de morte em casos de fraudes cibernéticas, entre eles no ano passado contra uma dúzia de pessoas que operavam a partir de Mianmar.
P.Vogel--VB