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Greve geral em Portugal paralisa aviões, trens e serviços públicos
Portugal foi afetada por uma greve geral nesta quinta-feira (11), que paralisou consideravelmente as conexões aéreas e ferroviárias, assim como o funcionamento de escolas e hospitais, em protesto contra as reformas trabalhistas propostas pelo governo.
A principal estação de trem de Lisboa ficou deserta, com a maioria das viagens canceladas, e a companhia aérea nacional, TAP Air Portugal, suspendeu quase dois terços dos seus 250 voos habituais.
Segundo os sindicatos, a coleta de lixo foi interrompida e as unidades hospitalares que tratam de casos não urgentes também suspenderam as suas atividades.
Escolas e tribunais também foram afetados pela mobilização, organizada pelos sindicatos em resposta à lei proposta pelo governo minoritário de direita, que, segundo eles, visa simplificar os procedimentos de demissão, prolongar a duração dos contratos temporários e aumentar os serviços mínimos exigidos durante uma greve.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, insistiu que as reformas trabalhistas, que incluem mais de 100 medidas, buscam "estimular o crescimento econômico e o pagamento de melhores salários".
Mas os sindicatos CGTP e UGT criticaram energicamente os planos. O desemprego em Portugal atingiu o nível mais elevado desde junho de 2013, quando o país precisou da ajuda do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia para superar uma crise da dívida.
De uma população ativa de aproximadamente cinco milhões, cerca de 1,3 milhão encontram-se em situação precária, afirmou Tiago Oliveira, secretário-geral do CGTP.
A opinião pública apoia amplamente a mobilização: 61% dos entrevistados manifestaram-se a favor da greve, segundo uma pesquisa publicada na imprensa portuguesa.
Embora o seu partido conservador não detenha a maioria no Parlamento, o governo de Montenegro deve conseguir aprovar o projeto de lei com o apoio dos liberais e da extrema direita, que se tornou a segunda maior força política do país.
Apesar de Portugal ter registrado um crescimento econômico de cerca de 2% e uma taxa de desemprego historicamente baixa, em torno dos 6%, o primeiro-ministro defende que o país deve aproveitar o clima favorável para implementar reformas.
S.Gantenbein--VB