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Inflação na Argentina teve leve alta em outubro
A inflação na Argentina foi de 2,3% em outubro, um mês marcado pelas turbulências financeiras que antecederam as eleições legislativas de meio de mandato, vencidas pelo partido do presidente Javier Milei.
O índice de preços acumula uma alta de 24,8% nos primeiros dez meses do ano, a menor para esse período desde 2017, informou nesta quarta-feira (12) o instituto de estatísticas Indec.
O ministro da Economia, Luis Caputo, destacou no X que a variação do índice em 12 meses sustenta "18 meses consecutivos de desaceleração".
O mês foi marcado por uma corrida cambial contra o peso antes das eleições de 26 de outubro, o que exigiu a intervenção do Tesouro dos Estados Unidos para evitar uma desvalorização brusca. Após a vitória do partido governista, o ânimo dos mercados mudou: as ações dispararam, o dólar se estabilizou e o risco-país despencou.
Milei reduziu drasticamente o índice de preços em 2024, seu primeiro ano de governo, e manteve essa tendência em 2025, às custas da desvalorização do peso e de um ajuste fiscal rigoroso.
O setor que apresentou o maior aumento em outubro foi o de transportes (3,5%), seguido por habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (2,8%). No mês anterior, a inflação na argentina havia sido de 2,1%.
T.Zimmermann--VB