-
Alex Bodi utsedd till vicepresident för SCANDIC FINANCE-koncernen
-
تعيين أليكس بودي نائبًا لرئيس مجموعة SCANDIC FINANCE
-
SCANDIC FINANCEグループ、アレックス・ボディ氏を副社長に任命
-
SCANDIC FINANCE 그룹, 알렉스 보디 부사장 선임
-
亞歷克斯・博迪獲任命為 SCANDIC FINANCE 集團副總裁
-
Алекса Боді призначено віцепрезидентом групи SCANDIC FINANCE
-
Алекс Боди назначен вице-президентом группы SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi nomeado vice-presidente do grupo SCANDIC FINANCE
-
Alex Bodi, numit vicepreședinte al grupului SCANDIC FINANCE
-
Niterói escolhe Corte Momesca do Carnaval 2027 na quadra da Viradouro
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública em dois turnos e envia texto à promulgação
-
Sporting derrota Shakhtar Donetsk por 1-0 na Liga dos Campeões
-
Cancro do pâncreas causou mais de duas mil mortes em Portugal num ano
-
Montenegro convoca PS e Chega para reuniões sobre crise da habitação
-
Lucro do novobanco recua 4,1% para 585,6 milhões de euros até setembro
-
Ministro espanhol dos Transportes demite-se após acidente ferroviário mortal
-
Óculos inteligentes da Meta levantam novas dúvidas sobre privacidade e vigilância
-
Trump responsabiliza guerra no Irão pela derrota republicana nas intercalares
-
Francisco Rodrigues dos Santos deixa CDS e critica aproximação à direita radical
-
Artigo de opinião questiona prestação de contas do PS no concelho da Moita
-
Artigo de opinião alerta para dificuldades financeiras dos bombeiros voluntários
-
Obra sobre os Círios da Arrábida reúne música, memória e património religioso
-
Galitos, Barreirense e Basket Santo André vencem na jornada da Proliga
-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Chervon nomeia Doug Palmer vice-presidente de Finanças para o Canadá
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI sobe 1,08% na abertura; EDP Renováveis lidera ganhos
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
Claudia Cardinale, a bela tunisiana que se tornou ícone do cinema
Atriz sem realmente ter tido tal ambição, Claudia Cardinale, falecida nesta terça-feira (23) aos 87 anos, foi um dos rostos mais cativantes do cinema nos anos 60 e 70, uma das intérpretes preferidas de gênios como Visconti ou Fellini.
Italiana e naturalizada francesa, mas nascida em La Goulette, perto de Túnis, em 15 de abril de 1938, filha de uma francesa e de um siciliano, Claude Joséphine Rose falava francês, árabe e siciliano quando começou a trabalhar no cinema italiano.
Aos 17 anos, um concurso de beleza que venceu sem sequer ser candidata virou sua vida de cabeça para baixo: "A italiana mais bela da Tunísia" ganhou uma viagem ao Festival de Cinema de Veneza, onde causou sensação entre os diretores.
"Eu não queria me dedicar ao cinema. Quem queria era minha irmã. Mas insistiram tanto (...) que meu pai cedeu", confessou à France Inter.
Grávida após um estupro aos 19 anos, abandonou seus sonhos de ser professora e exploradora e se lançou no cinema, com pressa de ganhar a vida e ser independente.
- Mãe em segredo -
Aos 20 anos, "me tornei a heroína de um conto de fadas, o símbolo de um país cujo idioma mal falava", escreveu a atriz morena em seu livro de memórias "Mes étoiles" (Minhas estrelas, tradução livre).
Mas no início de sua carreira sua voz foi dublada, até o filme "8½" (1963), no qual Federico Fellini exigiu que falasse em italiano.
Ocultando a gravidez, fez suas primeiras aparições no filme de detetives "Aquele Caso Maldito" e na comédia cult "Os Eternos Desconhecidos" (1958) com Marcello Mastroianni e Vittorio Gassman.
O produtor Franco Cristaldi tornou-se seu mentor. Depois de dar à luz em segredo em Londres, convenceu a jovem atriz a confiar o filho aos pais.
O menino, Patrick, seria oficialmente seu irmão mais novo até que ela revelasse a verdade sete anos depois.
Após "A Moça com a Valise" (1962), o público a batizou de "a noiva da Itália".
- Morena para Visconti, loira para Fellini -
Tinha 22 anos quando Luchino Visconti lhe deu uma oportunidade em "Rocco e Seus Irmãos" e repetiram a colaboração no clássico "O Leopardo" (1963), ao lado de Burt Lancaster e Alain Delon.
Ao mesmo tempo filmou outra obra-prima de Fellini, "8½".
"Visconti, detalhista, meticuloso como no teatro, me falava em francês e queria que eu fosse morena com o cabelo comprido", recordou.
"Fellini, caótico e sem roteiro, falava comigo em italiano e me queria loira com cabelo curto. São os dois filmes mais importantes da minha vida", declarou a atriz ao Le Monde em 2017.
Hollywood a chamava, mas essa jovem de voz rouca se negava a se estabelecer na Meca do cinema.
Apesar disso, conquistou os americanos com "A Pantera Cor-de-Rosa" (1963), de Blake Edwards, e depois com "O Mundo do Circo" (1964), de Henry Hathaway, interpretando a filha de Rita Hayworth.
Depois de "Vagas Estrelas da Ursa", de Visconti, em que vestiu o vestido de noiva da mãe do diretor, atuou como a heroína de "Era uma Vez no Oeste", de Sergio Leone (1968).
O napolitano Pasquale Squitieri, seu companheiro durante quase 30 anos, seu "único amor" e pai de sua filha Claudia, a dirigiu em dez filmes de 1974 a 2011.
Ao longo de sua carreira, recebeu o Prêmio Pasinetti de Melhor Atriz em 1984 (em Veneza, por "Claretta", de Pasquale Squitieri), o Leão de Ouro em 1993 em Veneza e o Urso de Ouro em 2002 em Berlim.
Atuou em quase 150 longas-metragens.
Ferrenha opositora da cirurgia estética, a atriz recomendou certa vez às jovens aspirantes a não "aceitar tudo por um papel que possa te prejudicar ou dar a impressão de estar se vendendo".
T.Zimmermann--VB