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Economia da China cresceu 5,2% no segundo trimestre, aponta pesquisa da AFP
Analistas consultados pela AFP preveem que a China cresceu 5,2% no segundo trimestre, graças ao bom desempenho de suas exportações e apesar da guerra comercial desencadeada por Donald Trump.
As duas principais economias do mundo anunciaram tarifas recíprocas elevadas durante o trimestre, mas anunciaram em maio uma trégua temporária para a suspensão parcial das taxas.
Os efeitos da disputa comercial na economia chinesa serão conhecidos na terça-feira (15), quando o organismo oficial de estatísticas do país publicará os dados do Produto Interno Bruto (PIB) entre abril e junho.
Uma pesquisa da AFP com vários analistas aponta para um crescimento de 5,2% em ritmo anual, mas vários especialistas acreditam em uma desaceleração no segundo semestre do ano.
As projeções são baseadas parcialmente no aumento das exportações no segundo trimestre, provavelmente motivado por compras antecipadas do exterior diante da possibilidade de novas disputas comerciais com Trump.
"Porém, em última instância, o comércio exterior não pode ofuscar o peso da fraca demanda interna", declarou Sarah Tan, economista da Moody's Analytics, à AFP.
Muitos economistas argumentam que o país asiático deve transitar de um modelo de crescimento baseado no investimento em infraestrutura, na manufatura e nas exportações para um modelo baseado no mercado interno.
As autoridades implementaram desde o ano passado várias medidas para estimular o consumo que, segundo Tan, não resolveram as raízes do problema, "como a estagnação do aumento da renda, a pouca segurança trabalhista ou o sentimento de fragilidade" econômica.
Pequim estabeleceu a meta de crescimento de 5% do PIB para este ano, idêntica a 2024. O primeiro trimestre terminou com uma expansão de 5,4%, resultado que superou as expectativas.
H.Weber--VB