-
Coreia do Norte se classifica para Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil
-
Osimhen sofreu fratura no braço e Lang passará por cirurgia no polegar, informa Galatasaray
-
As instalações de petróleo e gás afetadas pela guerra no Oriente Médio
-
Guerra no Oriente Médio atinge instalações de produção de gás e petróleo
-
Irã vai boicotar os Estados Unidos, não a Copa do Mundo, afirma presidente da federação
-
Novo Parlamento da Tailândia confirma Anutin Charnvirakul como primeiro-ministro
-
Trump ameaça destruir campos de gás do Irã após ataques contra o Catar
-
EUA ameaça destruir campo de gás do Irã em caso de novo ataque no Catar
-
Messi marca gol 900 mas Inter Miami é eliminado da Concachampions
-
Polícia da Bolívia prende filho de ex-presidente
-
Criadores do Labubu esperam grande sucesso com filme coproduzido pela Sony
-
Venezuela vive festa após conquista do Mundial de Beisebol
-
Val Kilmer vai reaparecer em filme graças à IA
-
Messi marca 900º gol de sua carreira em jogo do Inter Miami
-
Messi marca gol número 900 de sua carreira
-
Copom reduz Selic a 14,75%, primeiro corte em quase dois anos
-
Liverpool goleia Galatasaray (4-0) e vai enfrentar PSG nas quartas da Champions
-
Atlético de Madrid perde para Tottenham (3-2), mas vai enfrentar Barça nas quartas da Champions
-
Família processa resort nos EUA por servir chocolate quente muito quente
-
Bayern volta a golear Atalanta (4-1) e vai enfrentar Real Madrid nas quartas da Champions
-
Costa Rica fecha embaixada em Cuba e diz que é preciso 'limpar o hemisfério de comunistas'
-
Indicado de Trump para liderar Segurança Interna passa por audiência tensa no Senado
-
Barcelona atropela Newcastle (7-2) e vai às quartas da Champions
-
Rastreadores apontam que petroleiro russo envia petróleo para Cuba
-
Com lesão no tornozelo, Barcola vai desfalcar PSG por várias semanas
-
Mastantuono é a grande ausência na lista de convocados da Argentina para amistoso contra Guatemala
-
Presidente da Venezuela destitui Padrino, leal ministro da Defesa de Maduro
-
Fed mantém juros, enquanto guerra afeta perspectivas da inflação
-
Donnarumma diz que Vini Jr. deveria tentar 'ser querido por todo mundo'
-
Preço do petróleo dispara após ataques a instalações de gás no Irã; bolsas caem
-
Braga goleia Ferencváros (4-0) e avança às quartas de final da Liga Europa
-
Chefe do tráfico morre em operação policial no centro do Rio, que deixa outros 7 mortos
-
De Verstappen a Hamilton, estrelas divergem sobre novo regulamento da Fórmula 1
-
Membros de comboio internacional começam a chegar a Cuba com ajuda humanitária
-
'Contate-nos': Mossad israelense busca espiões no Irã em plena guerra
-
Nova partícula é descoberta pelo Grande Colisor de Hádrons
-
Paquistão anuncia cessar-fogo com Afeganistão durante fim do Ramadã
-
Com lesão no ombro, Kasper Schmeichel fala em possível aposentadoria
-
Senegal pede investigação por 'suspeita de corrupção' após ter título da CAN retirado
-
Eurodeputados querem proibir criação de imagens sexuais falsas geradas por IA
-
EUA diz que IA da Anthropic representa 'risco inaceitável' para o Exército
-
Promotoria na Noruega pede mais de 7 anos de prisão para filho de princesa julgado por estupros
-
Ryan Gosling quer levar o público aos cinemas com 'Devoradores de Estrelas'
-
Ucranianos recebem seus prisioneiros de guerra à beira da estrada
-
ONG confirma que ataque contra clínica de Cabul deixou 'centenas de mortos e feridos'
-
Pelo menos 12 mortos em bombardeios israelenses no centro de Beirute
-
Irã enterra Larijani e promete vingar sua morte
-
Federação de Senegal vai recorrer contra decisão 'injusta' que retirou o título do país da Copa Africana
-
Irã promete vingar a morte de Larijani
-
Com aprovação do Paraguai, Mercosul ratifica acordo comercial com a UE
Marcha do Orgulho em Budapeste tem participação recorde, apesar da proibição de Orban
Com bandeiras do arco-íris tremulando bem alto, dezenas de milhares de pessoas participaram, neste sábado (28), da Marcha do Orgulho em Budapeste, proibida pelo governo húngaro e transformada em um ato de desafio ao primeiro-ministro ultraconservador Viktor Orban.
Embora não haja números oficiais disponíveis, os organizadores estimaram que cerca de 200 mil as pessoas que compareceram à marcha, uma participação muito superior ao recorde anterior, de 35 mil.
Para Orban e seu partido, o Fidesz, "este sucesso significativo do Pride [Orgulho] é muito embaraçoso" e terá "repercussões" políticas, disse à AFP o analista Szabolcs Pek.
A manifestação começou por volta das 15h locais (10h em Brasília) perto da Prefeitura da capital húngara, decorada com as cores do arco-íris e sob um sol escaldante. Quatro horas depois, ainda não havia terminado.
Entre os participantes, muitos contaram que era sua primeira vez em uma Marcha do Orgulho, como Zoltan, de 66 anos. "Estou orgulhoso de ser gay e tenho muito medo de que o governo queira nos humilhar. Estou surpreso que haja tantas pessoas", afirmou ele, emocionado.
Marcell Szanto, um estudante de 22 anos e "aliado heterossexual" da comunidade LGBTQIA+, citou uma "experiência formidável", longe do "ódio que costuma caracterizar o ambiente na Hungria".
- Câmeras de vigilância -
A fim de evitar imagens de repressão violenta, Orban descartou qualquer intervenção das forças de segurança. Mas ao mesmo tempo, ameaçou gays, lésbicas e pessoas trans com consequências legais.
Toda a Europa está de olho neste país de 9,6 milhões de habitantes. Bruxelas condenou a proibição, uma repressão inédita dos direitos LGBTQIA+ na União Europeia.
Akos Horvath, um estudante de 18 anos que viajou para a capital da Hungria de uma cidade no sul do país, afirmou que participar da marcha tem "uma importância simbólica". "Não se trata apenas de representar as pessoas gays, mas de defender os direitos do povo húngaro", declarou à AFP.
Trinta e três países apoiaram a Marcha, mas o ministro da Justiça húngaro advertiu os diplomatas na capital que se participarem de um evento proibido terão que enfrentar as consequências.
Dezenas de eurodeputados também compareceram, em aberto desafio à proibição.
As autoridades instalaram câmeras ao longo do trajeto da marcha, equipadas com sistemas de reconhecimento facial.
O governo advertiu que as multas podem chegar a 500 euros (R$ 3,2 mil, na cotação atual) e que organizar uma marcha proibida ou convocar a participação na mesma pode ser punido com até um ano de prisão.
Vários grupos de extrema direita anunciaram contramanifestações no mesmo trajeto da Marcha do Orgulho, onde colocaram uma cruz de madeira adornada com mensagens de protesto. Estas manifestações foram autorizadas pelo governo.
- Gol contra -
"Obrigado, Viktor Orban, por promover uma sociedade mais tolerante", ironizou no Facebook o prefeito de Budapeste, Gergely Karacsony (centro-esquerda), que manteve o ato, argumentando que um evento municipal não precisa de autorização do governo central.
"Em vez de marcar pontos", o governo "marcou um enorme gol" contra ao tentar impedir o evento de hoje, apontou outro opositor, Peter Magyar, que lidera as pesquisas para as eleições legislativas de 2026.
Segundo o analista político Daniel Mikecz, o governo tenta "intimidar as pessoas", sem levar em conta que a proibição da marcha viola os tratados europeus assinados pela Hungria quando o país se uniu à União Europeia, em 2004.
O governo assegura que os menores não devem ser expostos à homossexualidade e à transidentidade ou ao que qualifica de "depravação".
O Executivo húngaro aprovou, em março, uma lei que proíbe marchas como as do Orgulho e também emendou a Constituição para restringir os direitos LGBTQIA+, em nome dos direitos das crianças.
Encorajado pela ofensiva do presidente americano, Donald Trump, contra os programas de promoção da diversidade, Orban esperava "polarizar a sociedade", de acordo com cientistas políticos, um método que em outras ocasiões lhe deu bons resultados.
Antes de Orban voltar ao poder, em 2010, a Hungria era um dos países mais progressistas da região.
A homossexualidade havia sido descriminalizada no começo da década de 1960 e a união civil entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecida em 1996. Mas Orban foi mudando gradualmente a situação.
"Repugnante... Virou moda isso de nos exibirmos", declarou à AFP uma mulher que se identificou apenas como Katalin, a favor da proibição imposta pelo governo.
As marchas do Orgulho costumam ser realizadas em junho, em comemoração aos chamados distúrbios de Stonewall, ocorridos em Nova York em 28 de junho de 1969, após uma operação policial em um bar gay.
M.Schneider--VB