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'Vou continuar defendendo a Palestina', diz Mahmoud Khalil após ser libertado nos EUA
"Mesmo que me matem, vou continuar defendendo a Palestina", declarou neste sábado (21) o ativista pró-palestino Mahmoud Khalil, ao ser recebido com ovação por seus familiares em Nova York após 104 dias em um centro de detenção de imigrantes na Louisiana.
Nos últimos meses, Khalil se tornou foco de tensão entre o governo de Donald Trump e os movimentos pró-palestinos nos campi universitários que se opõem, entre outras coisas, ao apoio americano à campanha militar israelense na Faixa de Gaza.
Khalil foi detido em 8 de março em uma residência da Universidade de Columbia em Nova York, e depois transferido para um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês) na Louisiana, sem poder estar presente no nascimento de seu filho, antes de ser libertado nesta sexta-feira por determinação da Justiça.
"O mero fato de eu estar aqui é uma mensagem de que todas as tentativas de reprimir as vozes pró-palestinas fracassaram", disse Khalil ao deixar o terminal do Aeroporto de Newark, nos arredores de Nova York, junto com sua esposa Noor Abdalla, empurrando um carrinho de bebê.
O ativista foi recebido por dezenas de simpatizantes eufóricos, entre eles a jovem referência da ala mais à esquerda do Partido Democrata, Alexandria Ocasio-Cortez.
"Mahmoud Khalil foi detido injustamente durante 104 dias pela administração Trump por motivos políticos, por defender os direitos dos palestinos", declarou a representante de Nova York na Câmara federal, acusando o presidente de tentar "intimidar" o movimento estudantil americano com este caso emblemático.
"Isso não acabou. Devemos continuar defendendo-o", acrescentou.
Embora tenha sido liberado, Mahmoud Khalil ainda enfrenta um processo de deportação, pois o governo americano tenta revogar o "green card" (permissão de residência) deste homem nascido na Síria de pais palestinos e recém-formado na prestigiada Universidade de Columbia em Nova York.
D.Schaer--VB