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Inflação desacelera mais que o esperado em abril nos EUA, apesar das tarifas
A inflação nos Estados Unidos desacelerou mais do que o esperado em abril, segundo o índice oficial PCE divulgado nesta sexta-feira (30), que abrange o período de implementação da maioria das novas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
O Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE), uma métrica acompanhada de perto pelo Federal Reserve (banco central americano), subiu 2,1% nos 12 meses até abril, informou o Departamento de Comércio em um comunicado.
Em março, o índice foi de 2,3%.
Analistas esperavam que a pressão inflacionária fosse ligeiramente maior, de +2,2% em 12 meses, segundo o consenso publicado pelo MarketWatch.
Com os números de abril, a inflação geral permanece um pouco acima da meta de longo prazo do Fed, de 2%.
Enquanto isso, a inflação subjacente, que exclui os preços voláteis de energia e alimentos, subiu 2,5% na comparação anual, também ligeiramente abaixo da previsão de 2,6%.
Na comparação mensal, o índice PCE retomou a tendência de alta (+0,1% em relação a março), impulsionado pela recuperação dos preços de bens duráveis (+0,5%).
Essa categoria inclui a indústria automobilística, um dos primeiros setores afetados pela ofensiva protecionista de Trump.
Em abril, Trump impôs tarifas de 10% à maioria dos países e tarifas significativamente mais altas a dezenas de parceiros comerciais.
Embora o presidente tenha revertido parcialmente sua posição nas negociações comerciais iniciadas com os diversos países, especialistas esperam que os preços subam assim que os varejistas liquidarem seus estoques pré-tarifários.
A cruzada tarifária de Trump desencadeou batalhas judiciais.
Esta semana, o Tribunal de Comércio Internacional, com sede em Manhattan, decidiu que Trump havia excedido sua autoridade e proibiu a maioria das tarifas. No entanto, um juiz federal anulou temporariamente essa decisão, permitindo que as taxas permanecessem inalteradas enquanto o processo judicial é resolvido.
S.Spengler--VB