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Ação de manifestantes deixa capital do Haiti sem luz
Um grupo de manifestantes provocou um apagão na região de Porto Príncipe e no departamento do Centro, que se prolonga desde terça-feira, após forçar o fechamento de uma central hidrelétrica em protesto contra a insegurança, informou a estatal Electricidad de Haiti.
Mais de 85% da capital haitiana é controlada por grupos criminosos armados que realizam ataques reiterados contra a população e as forças de ordem. O apagão é total nas áreas abastecidas pela central afetada por supostos atos de sabotagem, segundo a empresa.
O fechamento da central de Péligre se deve a ações de grupos da sociedade civil de Mirebalais e Saut d'Eau, municípios do departamento Centro invadidos recentemente por grupos criminosos, informou à AFP o advogado e ativista Robenson Mazarin, um dos organizadores do protesto.
"Decidimos fechar a central hidrelétrica porque o governo deixou essas duas localidades nas mãos de grupos criminosos. As autoridades se negam a mobilizar a força necessária para expulsar os bandidos e restaurar a paz. Enquanto essa situação persistir, a usina de produção de energia vai permanecer fechada", disse Mazarin, coordenador do Movimento de Cidadãos Comprometidos do Centro.
Desde março, Mirebalais é controlada por grupos criminosos da coalizão Viver Juntos, que provocou a fuga de mais de 500 detentos de uma prisão. Sua presença também obrigou o Hospital Universitário Mirebalais, um dos maiores do país, a remover pacientes e funcionários antes de anunciar o seu fechamento até nova ordem, em 23 de abril.
O Haiti é o país mais pobre das Américas e sofre com a violência dos grupos criminosos, acusados de assassinatos, estupros, saques e sequestros em meio à instabilidade política, que já dura anos.
K.Sutter--VB