-
Ônibus-bomba deixa dois mortos na Síria
-
Rodrigo Paz defende sua gestão nos primeiros nove meses à frente da Bolívia
-
Ex-Inter, Enner Valencia é anunciado pelo Boca Juniors
-
EUA saúdam chegada de opositora à Venezuela para iniciar diálogo
-
França anuncia caso de hantavírus da cepa Andes em turista franco-argentino
-
Rodri dá sinal verde ao Barcelona para negociar com o Manchester City
-
Autoridades registram um caso de sarampo em parque da Universal Studios na Califórnia
-
Crianças migrantes correm risco de sofrer abusos nas ruas de Ceuta, alertam ONGs
-
Vini Jr. renova com o Real Madrid até 2032
-
Infantino sob pressão da Uefa e da Conmebol
-
EUA sanciona ministro cubano das Forças Armadas e cúpula da indústria militar
-
O papel da desinformação na última onda de migrantes que chegou ao enclave espanhol de Ceuta
-
Conmebol expressa 'preocupação com ações unilaterais' da Fifa
-
Interferências russas se multiplicam antes das eleições presidenciais na França
-
A dolorosa dança dos números de desaparecidos nos terremotos na Venezuela
-
Uefa mantém boicote às competições da Fifa
-
Chuva define cardápio de restaurante em São Paulo com 3 estrelas no guia Michelin
-
Turista franco-argentino testa positivo para hantavírus, anuncia governo francês
-
Mohamed Salah assina por duas temporadas com o Trabzonspor, da Turquia
-
Real Madrid anuncia contratação do atacante marfinense Yan Diomandé
-
Três pontos para entender por que Ortega quer excluir oposição das eleições
-
Comitê do Senado americano declara Anthony Fauci em desacato
-
Kast anuncia pacote de reformas legislativas contra o crime organizado no Chile
-
Papa se reúne com jovens durante visita a Assis
-
Uruguai anuncia Diego Forlán como técnico após saída de Bielsa
-
Homem que atropelou manifestantes em Munique em 2025 é condenado a prisão perpétua
-
Iranianos ajustam gastos para sobreviver após cinco meses de guerra
-
Irã anuncia acordo com Omã sobre Ormuz mas diz que reabertura depende dos Estados Unidos
-
Trump nega escassez de munições e ameaça quem sugere o contrário
-
Kast anuncia pacote de reformas legislativas contra o crimen organizado no Chile
-
Alphabet reestrutura divisão de IA do Google
-
Ceuta alerta que situação dos menores migrantes é 'insustentável'
-
Alemanha alerta para ‘nova ameaça’ após incidente em aeroporto-chave para envios à Ucrânia
-
Mohamed Salah é recebido por multidão na Turquia e veste camisa do Trabzonspor
-
Fifa tenta superar crise com pedidos de desculpas e 'apoio total' a Infantino
-
Copom volta a reduzir Selic, a 14%, para conter a inflação
-
Favorito, Zverev perde em sua estreia contra Griekspoor no Masters 1000 de Montreal
-
Filhote de hipopótamo da colônia de Escobar morre após ser resgatado na Colômbia
-
Parte de um foguete da SpaceX colidiu com a Lua, segundo cientistas
-
Chega ao fim erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, após evacuação em massa
-
Com vários reservas, PSG perde (3-0) amistoso contra o Mallorca, da 2ª divisão espanhola
-
Newcastle nomeia Matthias Jaissle como seu novo treinador
-
Colômbia alerta para possíveis 'atos de terrorismo' na posse de De la Espriella
'La bolita', a loteria clandestina que ganha adeptos em uma Cuba em crise
Há duas décadas que Carlos percorre diariamente um bairro de Havana Velha recolhendo as apostas de "la bolita", a loteria clandestina que multiplica seus seguidores em meio à crise econômica em Cuba.
"As pessoas estão apostando mais do que nunca", declara à AFP Carlos, um nome fictício. Todos os cubanos entrevistados para essa reportagem aceitaram falar sob anonimato sobre essa loteria que sobreviveu há 66 anos de proibição na ilha comunista.
Carlos é um "apontador", a única fase visível de uma estrutura hermética baseada na confiança. Nesse sistema, que move diariamente apostas por milhões de pesos, estão também os "coletores e "banqueiros".
Para esse quarentão, o aumento no número de jogadores durante os últimos anos responde à "desesperança" dos cubanos ante a crise econômica que o país enfrenta, a pior em mais de 30 anos, com escassez de alimentos e medicamentos, inflação galopante e apagões cotidianos.
"Quando alguém sabe que o salário não dá para chegar ao fim do mês, o que resta é apostar na sorte", acrescenta. No entanto, admite que há "muitos cubanos doentes (ludopatas)" ou "endividados até a medula" por causa de "la bolita".
Em Cuba, o salário médio está na faixa dos 5.000 pesos (246 reais).
Em razão de não existir um sorteio legal, "la bolita" se guia pelos resultados das loterias da Flórida, Geórgia e Nova York. Os cubanos a seguem através de uma página da Internet, um aplicativo ou em grupos do Facebook, WhatsApp e X.
A chegada da Internet móvel à ilha em 2018 deu novo fôlego a essa loteria surgida no século XIX como uma adaptação dos jogos de azar introduzidos no país por emigrantes chineses e italianos.
"As pessoas não te dão mais bom dia, te perguntam qual número saiu", alerta Rubén, um jogador de 32 anos que diz estar "passando por uma fase difícil".
Entretando, Rogelio (47 anos) afirma que nas últimas duas semanas ganhou 270.000 pesos (13.200 reais), soma equivalente a 61 vezes o seu salário como funcionário público.
“Uma boa cabala pode mudar sua vida”, diz Rogelio. Em seu último golpe de sorte, ele ganhou 80.000 pesos (3.915 reais).
"La bolita" é jogada com combinações de números de 1 a 100, seguindo a charada cubana, um sistema de interpretação numérica de sonhos, palavras e situações.
Durante o governo de Fidel Castro, se o líder aparecesse inesperadamente em algum lugar, os torcedores apostavam imediatamente no número 1. De acordo com a charada, ele representa o cavalo, como costumavam chamá-lo.
G.Haefliger--VB