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UE busca resposta unitária ao desafio das tarifas dos EUA
Os ministros do Comércio da União Europeia iniciaram uma discussão, nesta segunda-feira (7), sobre as formas de responder à "mudança de paradigma" no sistema de comércio global após as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que protegem a unidade do bloco.
Nessa discussão, surgiu uma divisão entre os países que preferem uma abordagem calma e gradual e aqueles que não descartam uma resposta rápida e enérgica.
No encerramento da reunião, o comissário Europeu do Comércio, Maros Sefcovic, alertou que a UE estava preparada para usar "cada ferramenta" de defesa comercial disponível.
"Estamos preparados para usar cada ferramenta do nosso arsenal de defesa comercial para proteger o nosso mercado único, nossos produtores e consumidores", disse.
Uma das ferramentas mais poderosas da UE é o "mecanismo anticoerção", adotado em 2023, que bloqueia diretamente o acesso aos mercados públicos do bloco.
Ao chegar à reunião, Sefcovic alertou sobre a gravidade da situação, pois envolveria responder "ao que eu descreveria como uma mudança de paradigma no sistema de comércio global".
Há uma semana, o presidente americano, Donald Trump, anunciou tarifas generalizadas sobre as importações, com uma tarifa de 20% sobre os países da UE, e agora o bloco precisa decidir como responderá.
Em Bruxelas, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia — o braço Executivo da UE —, disse que o bloco ofereceu aos EUA um acordo de tarifa zero sobre os bens comerciais.
Segundo Von der Leyen, a proposta foi feita "reiteradamente", mas ela disse que a ideia não provocou uma "reação adequada".
Nesta segunda-feira, o ministro do Comércio da Suécia, Benjamin Dousa, disse: "Queremos mais comércio e mais cooperação com os Estados Unidos, mas a UE está unida. Somos a favor de soluções negociadas".
Enquanto isso, o ministro da Economia e Comércio da Alemanha, Robert Habeck, afirmou que a Europa deveria estar preparada para usar todas as suas armas contra os Estados Unidos.
- Resposta "agressiva" -
Enquanto isso, o ministro do Comércio francês, Laurent Saint-Martin, observou que o bloco não deve descartar a possibilidade de uma retaliação "agressiva".
"Não devemos excluir nenhuma opção em relação a bens ou serviços, independentemente de como a abordamos, e usar a caixa de ferramentas europeia, que é muito abrangente e também pode ser extremamente agressiva", observou.
A França, disse o ministro, é a favor de "fazer todo o possível para preferir a cooperação e a negociação à escalada e ao confronto".
No entanto, ele acrescentou, o bloco europeu deve "mostrar o que podemos fazer em termos de resposta", e a posição da França é manter "todas as opções sobre a mesa".
O ministro espanhol, Carlos Cuerpo, disse que os países da UE devem manter a "cabeça fria".
"Devemos deixar claro que a Europa não quer esse conflito comercial e que estamos apenas respondendo às medidas injustificadas e completamente arbitrárias que foram colocadas sobre a mesa", afirmou.
A resposta da UE "sempre será justa e proporcional. Esse é o elemento essencial com o qual devemos começar esta discussão", frisou o ministro espanhol.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores e Comércio da Irlanda, Simon Harris, disse que se a UE tomar represálias contra as empresas de tecnologia dos EUA, seria uma "escalada extraordinária".
"Seria uma escalada extraordinária em um momento em que deveríamos estar trabalhando para diminuir a tensão", disse ele.
D.Bachmann--VB