-
Vini Jr. renova com o Real Madrid até 2032
-
Infantino sob pressão da Uefa e da Conmebol
-
EUA sanciona ministro cubano das Forças Armadas e cúpula da indústria militar
-
O papel da desinformação na última onda de migrantes que chegou ao enclave espanhol de Ceuta
-
Conmebol expressa 'preocupação com ações unilaterais' da Fifa
-
Interferências russas se multiplicam antes das eleições presidenciais na França
-
A dolorosa dança dos números de desaparecidos nos terremotos na Venezuela
-
Uefa mantém boicote às competições da Fifa
-
Chuva define cardápio de restaurante em São Paulo com 3 estrelas no guia Michelin
-
Turista franco-argentino testa positivo para hantavírus, anuncia governo francês
-
Mohamed Salah assina por duas temporadas com o Trabzonspor, da Turquia
-
Real Madrid anuncia contratação do atacante marfinense Yan Diomandé
-
Três pontos para entender por que Ortega quer excluir oposição das eleições
-
Comitê do Senado americano declara Anthony Fauci em desacato
-
Kast anuncia pacote de reformas legislativas contra o crime organizado no Chile
-
Papa se reúne com jovens durante visita a Assis
-
Uruguai anuncia Diego Forlán como técnico após saída de Bielsa
-
Homem que atropelou manifestantes em Munique em 2025 é condenado a prisão perpétua
-
Iranianos ajustam gastos para sobreviver após cinco meses de guerra
-
Irã anuncia acordo com Omã sobre Ormuz mas diz que reabertura depende dos Estados Unidos
-
Trump nega escassez de munições e ameaça quem sugere o contrário
-
Kast anuncia pacote de reformas legislativas contra o crimen organizado no Chile
-
Alphabet reestrutura divisão de IA do Google
-
Ceuta alerta que situação dos menores migrantes é 'insustentável'
-
Alemanha alerta para ‘nova ameaça’ após incidente em aeroporto-chave para envios à Ucrânia
-
Mohamed Salah é recebido por multidão na Turquia e veste camisa do Trabzonspor
-
Fifa tenta superar crise com pedidos de desculpas e 'apoio total' a Infantino
-
Copom volta a reduzir Selic, a 14%, para conter a inflação
-
Favorito, Zverev perde em sua estreia contra Griekspoor no Masters 1000 de Montreal
-
Filhote de hipopótamo da colônia de Escobar morre após ser resgatado na Colômbia
-
Parte de um foguete da SpaceX colidiu com a Lua, segundo cientistas
-
Chega ao fim erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, após evacuação em massa
-
Com vários reservas, PSG perde (3-0) amistoso contra o Mallorca, da 2ª divisão espanhola
-
Newcastle nomeia Matthias Jaissle como seu novo treinador
-
Colômbia alerta para possíveis 'atos de terrorismo' na posse de De la Espriella
-
EUA reembolsou cerca de US$ 100 bilhões em tarifas de Trump
-
Esquerda venezuelana se divide diante da aproximação com os EUA
-
Termina erupção do Vulcão de Fogo, que forçou evacuação maciça na Guatemala
-
Presidente do Irã diz que comunicação com líder supremo é "muito difícil neste momento"
-
João Fonseca vence Tsitsipas e vai enfrentar Ruud na 3ª rodada em Montreal
-
Rybakina vence Kasatkina e avança à 3ª rodada do WTA 1000 de Toronto
-
Jornalista da AFP que perdeu uma perna em ataque israelense será homenageada pelo CPJ
-
Eclipse total dá aos cientistas chance de investigar mistérios do Sol
-
Rebeldes houthis do Iêmen afirmam ter atacado dois petroleiros sauditas
-
Homem armado detido em campo de golfe de Trump na Califórnia é alvo de acusações
-
Luis Figo pede renúncia de Infantino, a quem chama de 'desonesto'
-
Crises diplomáticas do Brasil com EUA e Argentina se agravam
-
Goleiro uruguaio Rochet passa por cirurgia e desfalca Inter
-
Flávio Bolsonaro escolhe deputado conservador Alfredo Gaspar como candidato a vice
Trump mira em China e Europa em sua guerra tarifária mundial
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quarta-feira (2) uma ofensiva comercial generalizada, com tarifas maciças contra a China e União Europeia e uma taxa mínima universal de 10%.
Essa é, segundo ele, uma "declaração de independência econômica", para impulsionar uma "era de ouro" nos Estados Unidos.
"Durante décadas, nosso país foi saqueado, violado e devastado por nações próximas e distantes, aliadas e inimigas, por igual", disse Trump no jardim da Casa Branca, antes de mostrar a lista dos parceiros comerciais que seriam alvo da sanção.
Nas operações eletrônicas após o fechamento de Wall Street, os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 despencaram. O ouro bateu recorde.
A Bolsa de Tóquio abriu nesta quinta-feira (3) em queda de quase 4%, e as de Seul e Sydney, de 2%.
A ofensiva protecionista consiste em uma tarifa aduaneira mínima de 10% para todas as importações, e sobretaxas seletivas para certos países considerados particularmente hostis em termos comerciais.
A conta sai cara para a China - cujos produtos serão taxados em 34%, que se somarão aos 20% impostos àquele país em fevereiro - e para a União Europeia, que terá um adicional de 20%. As taxas serão de 24% para o Japão, 26% para a Índia, 31% para a Suíça e 46% para o Vietnã.
Diversas economias latino-americanas estão na lista da Casa Branca: Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, Peru, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras e El Salvador. No entanto, a tarifa aplicada a esses países será a mínima, de 10%. A exceção é a Nicarágua, que será taxada em 18%.
A Casa Branca esclareceu que alguns bens, como cobre, produtos farmacêuticos, semicondutores, madeira, ouro, energia e "certos minerais", não estão sujeitos às tarifas anunciadas nesta quarta-feira.
A tarifa universal de 10% entrará em vigor às 04h01 GMT do próximo dia 5, e as mais altas em 9 de abril.
- 'Declaração de guerra' -
As sobretaxas foram calculadas para refletir, também, as chamadas barreiras não tarifárias que os países impõem à entrada de produtos americanos, como as regulações sanitárias e os padrões ambientais.
Analistas ficaram surpresos com o formato de cálculo das tarifas e a apresentação de uma lista que inclui ilhas remotas do Ártico. Trump se considerou benevolente, em comparação com as tarifas impostas no exterior aos produtos americanos.
Para Maurice Obstfeld, economista do Instituto Peterson de Economia Internacional (PIIE), essas tarifas representam "uma declaração de guerra contra a economia mundial" e serão "absolutamente devastadoras" para alguns países.
O presidente americano também pôs fim à isenção de tarifas alfandegárias para pequenos pacotes enviados da China, o que afetará os gigantes chineses do comércio eletrônico Shein e Temu.
- E os vizinhos? -
Nem México nem Canadá, os parceiros dos Estados Unidos no tratado de livre comércio da América do Norte (T-MEC), estão na lista.
"Neste momento, Canadá e México ainda estão sujeitos à emergência nacional relacionada com o fentanil e a imigração, e esse regime tarifário vai se manter enquanto essas condições persistirem. Eles estarão sujeitos a esse regime, e não ao novo", declarou um funcionário da Casa Branca. Isso significa tarifas de 25% (10% para os hidrocarbonetos canadenses), com exceção dos produtos cobertos pelo T-MEC.
Trump é fascinado pelo protecionismo do fim do século XIX e começo do século XX nos Estados Unidos, e vê as tarifas como uma espécie de varinha mágica capaz de reindustrializar o país, reequilibrar a balança comercial e eliminar o déficit fiscal.
Desde o seu retorno à Casa Branca, em janeiro, o republicano aumentou tarifas não apenas para seus vizinhos, mas também para a China, além de impor taxas sobre o aço e o alumínio, independentemente de sua origem.
Às 04h01 GMT desta quinta-feira, Washington também vai impor uma tarifa adicional de 25% sobre automóveis e componentes fabricados no exterior. Haverá uma exceção: veículos montados no México ou no Canadá estarão sujeitos à tarifa de 25% apenas sobre as peças que não sejam de origem norte-americana.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, desaconselhou uma escalada da tensão comercial. "Sentem-se, absorvam isso, vamos ver como será. Porque, se houver retaliação, haverá uma escalada. Se não, este é o nível máximo."
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a ofensiva protecionista "custará ao lar americano médio mais de US$ 6.000 por ano" devido ao aumento dos preços dos produtos importados. Também afetará as gigantes da tecnologia e marcas que se abastecem na Ásia.
Trump tem usado as tarifas, uma de suas palavras favoritas, como uma arma de política externa desde seu primeiro mandato, de 2017 a 2021. Ele acredita que elas são a solução para impulsionar o "renascimento" da indústria manufatureira nacional.
"Querem evitar as tarifas? "Então instalem-se nos Estados Unidos", respondeu Trump aos que criticam o impacto dessas medidas nas empresas.
H.Kuenzler--VB