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Inflação nos EUA cai ligeiramente em maio a 2,6% interanual, segundo índice PCE
A inflação nos Estados Unidos recuou ligeiramente em maio para 2,6% interanual, conforme esperado, segundo o índice PCE publicado nesta sexta-feira (28) pelo Departamento de Comércio.
Em abril, a inflação em 12 meses foi de 2,7%, de acordo com o PCE, o índice mais acompanhado pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano). A inflação mensal em maio foi zero, em comparação com 0,3% no mês anterior.
Os resultados estão alinhados com a previsão média de economistas consultados pela Dow Jones Newswires e pelo Wall Street Journal.
A variação anual do PCE "desacelerou para seu ritmo mais lento desde 2021 e está dentro do alcance da meta de 2% do Federal Reserve", comentou Rubeela Farooqi, economista-chefe da High Frequency Economics.
O PCE evoluiu no mesmo sentido que o índice de preços ao consumidor (IPC), publicado no início do mês e ao qual são indexadas as pensões, que desacelerou para 3,3% na comparação anual e caiu a zero em um mês.
Excluindo os dados voláteis sobre alimentos e energia, a chamada inflação subjacente caiu em maio para 2,6% na comparação anual, frente a 2,8% do mês anterior, e para 0,1% mensal, em comparação com 0,3% anteriormente.
- Tema crucial na eleição -
A inflação será um tema importante para os americanos quando votarem para eleger seu próximo presidente, em 5 de novembro, e foi o assunto escolhido para abrir o primeiro debate entre os candidatos Joe Biden e Donald Trump, na quinta-feira à noite.
"A inflação está matando nosso país", disse Trump ao presidente democrata durante a discussão nos estúdios da CNN em Atlanta.
"Dei a ele um país essencialmente sem inflação. Era perfeito. Era tão bom que tudo o que ele tinha que fazer era deixá-lo em paz", afirmou o ex-presidente republicano. "Ele o destruiu."
Em resposta, Biden declarou que Trump "dizimou absolutamente" a economia dos EUA quando foi presidente (2017-2021).
"Não havia inflação quando assumi a presidência. Sabe por quê? A economia estava paralisada", disse o democrata, argumentando que sua administração ajudou a criar "milhões" de novos empregos.
Os consumidores continuam preocupados com os efeitos da inflação sobre seu poder de compra. O nível de confiança na economia degradou-se no mês de junho para 68,2 pontos (frente a 69,1 em maio), segundo uma estimativa da Universidade de Michigan publicada nesta sexta-feira.
- Corte de taxas? -
Mas os dados da inflação desta sexta-feira somam argumentos para que o Fed considere cortar as taxas de juros, atualmente em seu máximo em 23 anos, em 5,25%-5,50%. Isso tornaria o crédito menos custoso para as famílias e empresas.
"O contexto inflacionário evolui favoravelmente e, associado a uma trajetória mais moderada dos gastos das famílias e do crescimento, favorece que haja uma mudança na política monetária para uma postura menos restritiva, talvez já em setembro", afirmou Farooqi.
O Fed advertiu durante sua última reunião em meados de junho que seriam necessários vários meses de queda da inflação antes que se iniciasse uma redução das taxas.
Os responsáveis pelo Comitê de Política Monetária (FOMC) esperam um único corte das taxas de juros, de apenas 0,25 ponto percentual, até o final do ano.
Os rendimentos das famílias americanas cresceram mais rapidamente em maio do que em abril (+0,5% e +0,3%), assim como os gastos (+0,2% e +0,1%), segundo dados do Departamento de Comércio.
O consumo é o motor do crescimento da maior economia do mundo e representa mais de dois terços do PIB.
Os dados publicados nesta sexta-feira pelo Departamento de Comércio também mostram que os rendimentos pessoais aumentaram 0,5% em relação ao mês anterior, ligeiramente mais que os 0,3% de abril.
As poupanças pessoais como percentual da renda disponível para uso chegaram a 3,9% em maio, ligeiramente acima do número revisado de 3,7% no mês anterior.
K.Hofmann--VB