-
Argentina decreta emergência por incêndios na Patagônia
-
Trump suspende parcialmente o embargo petrolífero à Venezuela após abertura em nova lei
-
Nubank recebe aprovação inicial para operar como banco nos EUA
-
Lágrimas de LeBron acendem especulações sobre despedida das quadras
-
Bayern visita Hamburgo com missão de evitar que título da Bundesliga fique em aberto
-
EUA deve manter distância de aposta separatista de Alberta, diz premiê do Canadá
-
Venezuela abre sua indústria petrolífera a investimentos privados sob pressão dos EUA
-
Mano Menezes assume como novo técnico da seleção peruana
-
Eliminado da Champions e prejudicado por lesões, Napoli foca na Serie A
-
Porto, Betis e Roma avançam às oitavas da Liga Europa; Feyenoord é eliminado
-
'Czar da fronteira' de Trump promete continuar ofensiva anti-imigração em Minneapolis
-
Justiça do Rio proíbe SAF do Botafogo de vender jogadores
-
EUA perto de novo 'shutdown' em meio a críticas de democratas por mortes em Minneapolis
-
Médicos sem Fronteiras alerta para aumento da violência sexual na capital do Haiti
-
Lula fará cirurgia de catarata em um olho nesta 6ª feira
-
Cruz Vermelha informa que transferiu corpos de 15 palestinos para Gaza
-
Ataques russos com drones deixam seis mortos na Ucrânia
-
China bane 73 pessoas do futebol por manipulação de resultados
-
Timo Werner assina com San Jose Earthquakes da MLS
-
Com lesão no tornozelo, Kvaratskhelia vai desfalcar PSG de oito a dez dias
-
Emissário de Trump promete seguir com ações anti-imigração em Minneapolis
-
Trump anuncia que mandou reabrir o espaço aéreo da Venezuela
-
Colômbia restringe importação de drones diante dos ataques de guerrilheiros
-
Igrejas cristãs da Colômbia rejeitam declarações de Petro sobre sexualidade de Jesus Cristo
-
Boxeador Gervonta Davis é preso em Miami por agressão e sequestro
-
Grupo petroquímico Dow cortará 4.500 postos de trabalho
-
Google apresenta AlphaGenome, um novo passo na compreensão do genoma humano
-
Lego e tarifas: México anseia negociação comercial com EUA
-
Rybakina vence Pegula e vai enfrentar Sabalenka na final do Aberto da Austrália
-
Diante da pressão ocidental, Irã ameaça com 'resposta esmagadora'
-
Trump lida com consequências de ataque armado em Minneapolis, dois agentes de imigração são suspensos
-
Técnico de Senegal é suspenso por 5 jogos devido aos incidentes na final da Copa Africana de Nações
-
Famílias de vítimas no Irã denunciam extorsão de autoridades
-
Sabalenka derrota Svitolina e retorna à final do Aberto da Austrália
-
Samsung registra lucro trimestral recorde graças à demanda por chips de IA
-
Preço do ouro se aproxima de 5.600 dólares após ameaças de Trump contra o Irã
-
Starmer e Xi defendem aproximação entre Reino Unido e China diante das turbulências mundiais
-
Nasa prevê lançamento de missão para troca de astronautas da ISS em 11/2
-
Governo dos EUA suspende agentes envolvidos em ataque em Minneapolis
-
Steven Adams, pivô do Houston Rockets, vai perder restante da temporada da NBA
-
Agentes dispersam protesto por detenção de imigrante de 5 anos nos EUA
-
Lula defende soberania do Panamá sobre o Canal, questionada por Trump
-
Quando os goleiros se vestem de artilheiros
-
FBI realiza buscas em centro eleitoral no estado da Geórgia
-
Com gol de goleiro nos acréscimos, Benfica avança e manda Real Madrid para repescagem da Champions
-
Copom mantém taxa Selic em 15%, mas prevê 'flexibilização'
-
SpaceX quer fazer IPO em data que coincida com alinhamento planetário e aniversário de Musk
-
Rubio espera restabelecer laços com a Venezuela e traça futuro levemente otimista
-
Governo Trump suspende dois agentes de imigração envolvidos em ataque a tiros em Minneapolis
-
Atual campeão PSG e Real Madrid terão que disputar repescagem da Champions
Parlamento reelege Miguel Díaz-Canel à Presidência de Cuba até 2028
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, foi reeleito, nesta quarta-feira (19), para um segundo e último mandato de cinco anos, com os votos de 97,66% dos deputados do Parlamento, informou o líder da Assembleia Nacional.
Díaz-Canel, um engenheiro eletrônico de 62 anos colocado no poder pelo castrismo, irá liderar seu segundo governo em um contexto de crise econômica, escassez e descontentamento popular na ilha comunista.
O presidente recebeu 459 votos a favor dos 462 deputados presentes na sessão legislativa.
Díaz-Canel governa Cuba desde 2018 e foi o primeiro civil a assumir o comando do país, após os mandatos dos irmãos Fidel e Raúl Castro, que permaneceram no poder desde a vitória da Revolução, em 1959.
"Levando em conta os resultados anunciados, declaro eleito o deputado Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez presidente da República", disse no plenário Esteban Lazo, presidente da Assembleia Nacional, na presença do líder da Revolução, Raúl Castro.
Vestido em seu tradicional uniforme verde-oliva, Castro parabenizou o presidente após o anúncio do resultado da votação.
Na sessão parlamentar, também foi reeleito o vice-presidente da República, Salvador Valdés Mesa, de 77 anos e que ocupa o cargo desde 2019.
A votação, à qual apenas a imprensa estatal teve acesso, foi transmitida em partes pela televisão nacional.
Os 462 dos 470 deputados que compõem a assembleia votaram direta e secretamente em um único candidato para cada cargo neste país onde a oposição é ilegal.
A lei estabelece que o presidente, que tem mandato de cinco anos, pode ser reeleito apenas uma vez.
Ao instalar a 10ª Legislatura, a Assembleia Nacional do Poder Popular aprovou por maioria, com 461 votos a favor e uma abstenção, ratificar Esteban Lazo, de 79 anos, na presidência desta Casa unicameral. Ele está no cargo desde 2013. Ana María Mari Machado, de 59 anos, foi confirmada na vice-presidência.
- 'Insatisfeito' -
Díaz-Canel assumiu em 2018 com a missão de acelerar a lenta reforma econômica iniciada por seu antecessor e mentor político Raúl Castro, quando a atual crise começava na ilha.
No início de 2021, implementou uma reforma monetária que acabou com a taxa de um dólar por um peso cubano que vigorava há décadas e provocava grandes distorções na economia nacional.
Também promoveu o trabalho independente e autorizou as pequenas e médias empresas, mas estas medidas foram insuficientes para melhorar a economia.
O analista político Arturo López-Levy destaca que, embora o governo de Díaz-Canel tenha promovido leis que dão respaldo constitucional ao modelo econômico desenhado desde 2011, "não fez uma transição completa e abrangente para uma economia mista".
"Algumas mudanças econômicas não aconteceram, e outras que aconteceram deixaram muito ceticismo sobre sua implementação", avalia.
A reforma monetária provocou uma espiral inflacionária e uma forte desvalorização, o que irritou a população. Em dois anos, a moeda cubana saltou de 24 para 120 pesos por dólar no câmbio oficial, enquanto no mercado paralelo é negociada a 185 pesos por divisa.
Hoje, Cuba enfrenta sua pior crise econômica em 30 anos, com escassez de alimentos, remédios e combustíveis, consequência do endurecimento do embargo dos Estados Unidos, em vigor desde 1962. Também é resultado dos efeitos da pandemia da covid-19, controlada pelo governo Díaz-Canel com três vacinas de produção nacional.
"Sinto-me insatisfeito por não ter conseguido promover um conjunto de ações mais eficientes, mais eficazes, na solução dos problemas", afirmou o presidente, em uma entrevista recente ao canal de televisão pan-árabe Al Mayadeen.
- Reeleição "assegurada" -
Para o opositor Manuel Cuesta, a "reeleição" estava "assegurada" e acontece "em meio a uma dupla crise econômica: do modelo e das competências políticas do Estado para encaminhar soluções adequadas".
Uma das "poucas conquistas" que podem ser atribuídas a Díaz-Canel foi a de comandar "a transição para um regime liderado por uma nova geração nascida depois de 1959 que não tem o sobrenome Castro", considera Jorge Duany, professor da Universidade Internacional da Flórida.
Ao mesmo tempo, Duany considera que o "maior fracasso foi a gestão ruim dos protestos" de julho de 2021, os maiores na ilha desde 1959, que deixaram um morto, dezenas de feridos e mais de 1.300 presos, segundo a organização de defesa dos direitos humanos Cubalex, com sede em em Miami.
Após os protestos, o país registrou um êxodo migratório sem precedentes: mais de 300 mil cubanos deixaram a ilha apenas em 2022.
I.Meyer--BTB