-
Prêmio Princesa de Astúrias reconhece criatividade do Studio Ghibli
-
Tribunal israelense rejeita libertação de Thiago Ávila e de ativista espanhol-palestino
-
Bienal de Veneza inicia com polêmica por presença da Rússia
-
Eleições locais no Reino Unido, um teste difícil para um governo trabalhista em baixa
-
Tradição, Trump e tênis: cinco pontos sobre o papa Leão XIV
-
Pontificado de Leão XIV: um ano de moderação ofuscado pela crise com Trump
-
Passageiros com suspeita de hantavírus são retirados de navio e levados aos Países Baixos
-
Papa Leão XIV celebrará missa na Sagrada Família de Barcelona em 10 de junho
-
Venezuela defende na CIJ seu direito 'irrenunciável' à região de Essequibo
-
Rússia ataca Ucrânia durante cessar-fogo decretado por Kiev
-
Rolling Stones lançarão novo álbum 'Foreign Tongues' em 10 de julho
-
Casemiro acha "difícil" United renovar seu contrato, apesar dos apelos da torcida
-
Trump suspende operação de escolta de navios em Ormuz para impulsionar acordo com Irã
-
Palmeiras vence Sporting Cristal (2-0) e assume liderança do Grupo F da Libertadores
-
Adolescente abre fogo em escola no Acre e deixa dois mortos
-
Musk 'ia me bater', diz cofundador da OpenAI em julgamento nos EUA
-
Hulk assina com Fluminense até o fim de 2027
-
Luis Díaz e Olise, os parceiros de Kane na 'operação virada' contra o PSG
-
Três casos suspeitos de hantavírus em cruzeiro serão evacuados para Cabo Verde
-
Bombardeios russos na Ucrânia deixam mais de 20 mortos horas antes de possível trégua
-
Arsenal vence Atlético de Madrid (1-0) e vai à final da Champions
-
Transportadores fazem greve e bloqueiam estradas na Bolívia devido à crise de combustíveis
-
Corinthians aposta em Lingard para tentar garantir classificação antecipada na Libertadores
-
Exército dos EUA diz estar preparado para retomar combates contra Irã se receber ordem para isso
-
Cruzeiro irá para as Ilhas Canárias após retirar três casos suspeitos de hantavírus
-
Trump diz perante grupo de crianças que faz exercícios 'um minuto por dia'
-
Morre José 'Piculín' Ortiz, lenda do basquete porto-riquenho
-
Edin Terzic é o novo técnico do Athletic Bilbao
-
Estêvão volta ao Brasil para tratar lesão com objetivo de ir à Copa do Mundo
-
Lula pode se reunir com Trump em Washington na quinta-feira
-
Molière volta aos palcos graças a peça criada com IA
-
Sabalenka se diz disposta a boicotar Grand Slams para exigir melhor divisão de receitas
-
Fifa convida federação iraniana a Zurique para 'preparar' Copa do Mundo
-
Febre K-pop: fãs aguardam ansiosos a chegada do BTS no México
-
Cruzeiro com hantavírus procura porto e OMS aponta para Espanha
-
Israel prolonga detenção de Thiago Ávila e ativista espanhol-palestino
-
Califórnia nas mãos de um republicano? Divisão entre democratas pode abrir caminho
-
Paraíso sob terror: violência assola destino turístico da Colômbia
-
Ex-crianças-soldado aprendem ofícios para reconstruir a vida na República Centro-Africana
-
Ex-modelo acusa caça-talentos francês de recrutá-la para Epstein
-
Ucrânia denuncia 'cinismo absoluto' da Rússia por ataques antes da trégua
-
Explosão em mina de carvão deixa nove mortos na Colômbia
-
Rússia decreta trégua em 8 e 9 de maio, e Ucrânia anuncia seu próprio cessar-fogo a partir de 4ª feira
-
Suposto surto de hantavírus deixa cerca de 150 pessoas presas em cruzeiro em Cabo Verde
-
Suspeito de iniciar incêndio em Los Angeles ressentia os ricos, dizem promotores
-
Blake Lively e Justin Baldoni chegam a acordo para encerrar longa batalha judicial
-
Prêmios Pulitzer reconhecem cobertura sobre governo Trump
-
Avião cai em prédio e deixa três mortos em Belo Horizonte
-
Hostilidades aumentam no Golfo com início de operação dos EUA em Ormuz
-
City empata com Everton e Arsenal passa a depender só de si pelo título inglês
Eleição impulsiona negócios de Trump, mas desperta preocupação por conflitos de interesse
Do setor imobiliário às criptomoedas, a volta de Donald Trump à Casa Branca deverá beneficiar seus interesses empresariais, dos quais ele não planeja se desvincular, embora isso gere preocupações sobre possíveis conflitos de interesse.
Após três campanhas, sendo duas vitoriosas em nove anos, “a marca Trump é como a Nike ou a Apple da política”, define Mark Hass, professor de marketing da Universidade Estadual do Arizona. “Todo mundo no mundo sabe do que estamos falando” quando seu nome é mencionado, acrescenta.
O republicano é novamente presidente eleito, e isso “é combustível para o império Trump, para seu império empresarial”, segundo o acadêmico.
Desde 2016, o político nova-iorquino não exerce funções na direção do grupo fundado por seu pai, a Trump Organization. Mas mantém sua participação por meio de um 'trust', um fundo fechado administrado por terceiros.
Essa estrutura foi inicialmente criada para confiar a gestão de seus interesses a terceiros durante seu primeiro mandato. Porém, desde que deixou a Casa Branca, Trump se tornou um dos administradores desse fundo.
“Talvez ele não tenha um papel direto” na Trump Organization, que concentra ativos imobiliários e contratos de gestão de propriedades como hotéis e clubes de golfe. “Mas é difícil estar mais próximo do negócio sem gerenciá-lo diretamente do que tendo filhos no comando”, destaca Hass.
“A marca Trump polariza, mas a eleição fortaleceu as associações positivas com ela e isso ajudará” os negócios do magnata, afirma Tim Calkins, professor de marketing da Universidade Northwestern. “Esse retorno (...) transformou completamente a marca”, que agora tem um “grande poder”, acrescenta.
- Contratos e influência -
Nos últimos anos, a Trump Organization fechou várias transações importantes no exterior, especialmente em 2024, para construir uma torre residencial na Arábia Saudita em parceria com a desenvolvedora local Dar Global.
Os dois parceiros trabalham na construção de outro empreendimento de luxo em Dubai e de um complexo hoteleiro em Omã.
A Trump Organization também fechou um acordo com o circuito profissional LIV Golf, diretamente controlado pelo fundo soberano saudita PIF, e organizou várias etapas desse circuito em seus próprios campos.
“Essas pessoas entendem que esses contratos lhes dão influência” sobre Donald Trump “e acho que isso será um grande impulso para seus negócios”, avalia Hass.
“Será pior do que em seu primeiro mandato” em termos de possíveis conflitos de interesse, alerta Jordan Libowitz, vice-presidente do observatório de ética pública CREW, que destaca a expansão das atividades do grupo empresarial.
Além dos parceiros estrangeiros, Libowitz também cita o novo grupo de mídia de Trump, o Trump Media Technology Group (TMTG), que está na bolsa desde março e controla a rede social do bilionário, a Truth Social.
O republicano possui 52,9% do capital da empresa, uma participação avaliada em cerca de 3,8 bilhões de dólares (22,1 bilhões de reais) pelo valor atual das ações, o que representa uma parte importante de sua fortuna, estimada em 5,9 bilhões de dólares (34,3 bilhões de reais) pela revista Forbes.
Na sexta-feira, Trump afirmou que não tem “nenhuma intenção de vender” essas ações. E a lei não o obriga.
“Nada impede” que qualquer fundo soberano de países do Oriente Médio “compre centenas de milhões de dólares em ações” da TMTG, o que “lhe daria uma grande influência” potencial sobre o chefe de Estado, argumenta Libowitz.
Segundo o New York Post, vários membros da equipe de campanha de Trump especulam atualmente sobre a possível compra da Truth Social pelo X (antigo Twitter), de Elon Musk, que estará à frente de uma comissão de eficiência governamental.
O futuro presidente também ingressou recentemente no mundo das criptomoedas, associando-se, junto com seus três filhos, à nova plataforma de câmbio World Liberty Financial.
Ele não é acionista nem dirigente dessa start-up, mas receberá o equivalente em criptomoedas e três quartos dos lucros gerados pela empresa, em troca de usar seu nome.
“As criptomoedas são conhecidas por oferecerem a possibilidade de transferir dinheiro de forma anônima”, adverte Libowitz, que vê a World Liberty Financial como mais uma zona cinzenta.
O CREW planeja recorrer pela segunda vez à Justiça, invocando uma cláusula de remuneração externa, um trecho da Constituição dos Estados Unidos que proíbe membros do governo de receber doações ou pagamentos de cidadãos estrangeiros.
O observatório já tentou isso em 2017 e o caso chegou à Suprema Corte, mas o tribunal descartou o processo porque Trump não era mais presidente e não se pronunciou sobre o mérito da questão.
Para Hass, “se há algo que Trump sabe fazer é monetizar seu nome e sua fama”.
S.Spengler--VB