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Corte dos EUA indefere ação do governo Trump contra Harvard por antissemitismo
Uma corte federal dos Estados Unidos indeferiu, nesta quinta-feira (13), uma ação do governo do presidente Donald Trump contra a Universidade de Harvard, acusada de ter tolerado comportamentos antissemitas durante manifestações pró-palestinas em seu campus após os ataques de 7 de outubro de 2023 do Hamas contra Israel.
O juiz Richard Stearns, de Boston, considerou que o governo não conseguiu demonstrar que a Universidade de Harvard violou uma disposição da lei de direitos civis, que proíbe a discriminação por motivos de raça, nacionalidade e outras características protegidas.
Trump empreendeu uma cruzada contra as principais universidades americanas, às quais acusa de dar acesso livre aos movimentos pró-palestinos frente à ofensiva israelense na Faixa de Gaza.
Na ação apresentada em março, o Departamento de Justiça afirmou que o corpo docente e a direção de Harvard "fizeram vista grossa diante do antissemitismo e da discriminação contra judeus e israelenses".
"Harvard permitiu que manifestantes anti-israelenses ocupassem suas bibliotecas. Harvard permitiu que um acampamento anti-israelense permanecesse durante vinte dias, em violação às normas da universidade", destacou.
Mas o juiz Stearns, que aceitou uma solicitação de Harvard para indeferir a ação, disse que os incidentes apontados pela administração Trump eram "isolados e episódicos demais" para demonstrar um descumprimento da Lei de Direitos Civis.
A decisão representa um revés para os ataques de Trump contra a universidade mais antiga dos Estados Unidos.
Por outro lado, o governo Trump congelou bilhões de dólares em financiamento para Harvard por supostamente tolerar o antissemitismo e ter um viés progressista.
Em setembro passado, um juiz federal decidiu que essa medida era, em grande parte, ilegal e ordenou a restituição dos fundos.
A.Ammann--VB