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Chappell Roan deixa sua agência após CEO da empresa aparecer nos arquivos de Epstein
A cantora e compositora americana Chappell Roan anunciou na segunda-feira (9) que deixou sua agência de talentos após o nome do CEO da empresa aparecer em arquivos relacionados ao falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Uma lei de transparência aprovada por ampla maioria no Congresso dos Estados Unidos em novembro exigiu que o Departamento de Justiça divulgasse todos os documentos em sua posse relacionados ao ex-financista.
Roan, de 27 anos, vencedora de um Grammy, era representada pela Wasserman, uma agência que conta com clientes de alto nível como Adam Sandler e Brad Pitt e é liderada por Casey Wasserman, que também é presidente do comitê organizador Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
O nome do executivo consta em vários dos arquivos ligados a Epstein.
Em uma publicação no Instagram na segunda-feira, Roan afirmou que "nenhum artista, agente ou funcionário deve ser obrigado a defender ou ignorar ações que entrem em conflito tão profundamente" com seus "valores morais".
"Tenho profundo respeito e apreço pelos agentes e funcionários que trabalham incansavelmente por seus artistas e me recuso a ficar de braços cruzados", acrescentou a autora do fenômeno global "Good Luck, Babe!".
A cantora afirmou que "os artistas merecem uma representação que esteja alinhada com seus valores" e que a decisão "reflete" sua convicção de que "mudanças significativas" na indústria exigem "responsabilidade e liderança que inspirem confiança".
Roan não mencionou Epstein nem os arquivos revelados na mensagem em que anunciou sua saída da agência de talentos.
Wasserman reconheceu em um comunicado no mês passado que escreveu o que parecem ser uma série de e-mails provocativos e sexualmente sugestivos que trocou em 2003 com Ghislaine Maxwell.
Maxwell foi condenada a duas décadas de prisão em 2022 por seu papel em um esquema de exploração e abuso sexual de menores com Epstein.
Wasserman, de 51 anos, que era casado quando trocou esses e-mails com Maxwell, não foi acusado de nenhum crime no escândalo Epstein, que também afetou o governo do presidente americano, Donald Trump.
H.Gerber--VB