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Noam Chomsky expressou solidariedade a Epstein em 2019
O linguista americano Noam Chomsky, um dos intelectuais mais influentes das últimas décadas, expressou por e-mail, em 2019, solidariedade a Jeffrey Epstein pela "forma horrível" como a imprensa e a opinião pública tratavam o financista.
A troca de mensagens, revelada em um novo lote de arquivos do governo americano, ocorreu meses antes da prisão de Epstein por acusações de tráfico sexual de menores, e indica uma relação mais próxima do que se conhecia entre o financista e o acadêmico de esquerda.
Em resposta a um e-mail de Epstein no qual ele pedia conselhos sobre como lidar com a "imprensa podre", Chomsky lhe recomendou que mantivesse um perfil reservado, e lamentou "a forma horrível como a imprensa e o público" tratavam o financista.
“O que os abutres desejam ardentemente é uma resposta pública que depois lhes dê abertura (...) para uma enxurrada de ataques venenosos, muitos deles de meros caçadores de publicidade ou loucos de toda índole", escreveu Chomsky, hoje com 97 anos. "Isto é especialmente certo agora, com a histeria que se desenvolveu em torno do abuso de mulheres, que chegou ao ponto em que até mesmo questionar uma acusação é um crime pior que assassinato.”
A troca de mensagens ocorreu em fevereiro de 2019. Epstein foi preso em julho daquele ano, em Nova York, e encontrado morto em sua cela no mês seguinte.
Documentos divulgados anteriormente mostraram que Chomsky manteve uma relação com o financista muito após a condenação de Epstein, em 2008, por prostituição de menores. Uma imagem divulgada por democratas no Congresso mostra Chomsky sentado ao lado de Epstein em um avião.
Em 2023, o intelectual declarou ao Harvard Crimson: "Sabíamos que ele havia sido condenado e cumpriu sua pena, o que significa que retorna à sociedade, segundo as normas vigentes."
P.Vogel--VB