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Explosão deixa ao menos 7 mortos em Cabul
Uma explosão em um restaurante chinês no centro de Cabul deixou pelo menos sete mortos e mais de dez feridos nesta segunda-feira (19), informou a ONG italiana EMERGENCY, que gerencia um hospital na capital do Afeganistão.
"Vinte pessoas foram atendidas no Centro Cirúrgico da EMERGENCY em Cabul após uma explosão esta tarde no bairro de Shahr-e-Naw, próximo ao hospital. Entre as pessoas que foram atendidas, havia sete que chegaram mortas", informou a ONG em comunicado.
O grupo Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque, informou nesta terça-feira (20, data local) o SITE Intelligence Group.
"O Estado Islâmico no Afeganistão incluiu os cidadãos chineses em sua lista de alvos, particularmente à luz da escalada dos crimes cometidos pelo governo chinês contra os muçulmanos uigures oprimidos", diz a declaração do grupo armado citada pelo SITE.
Um jornalista da AFP viu veículos de polícia e uma ambulância no local da explosão em uma rua conhecida pela presença de vendedores de flores na área de Shahr-e-Naw.
O porta-voz da polícia de Cabul, Khalid Zadran, disse que a explosão ocorreu em um restaurante chinês, que, segundo ele, é frequentado por chineses muçulmanos.
"Um muçulmano chinês, Ayub, e seis afegãos morreram, e muitos outros ficaram feridos. A explosão ocorreu na cozinha", disse Zadran em comunicado.
"Entre os feridos há quatro mulheres e um menino", disse em comunicado Dejan Panic, diretor da EMERGENCY no país.
O proprietário de uma loja de flores, que pediu anonimato por razões de segurança, disse que a explosão ocorreu pela tarde, no final da rua, perto de seu estabelecimento.
"Pude ver pelo menos cinco feridos", acrescentou.
Janelas se romperam em um edifício situado à frente do local da explosão, indicou um fotógrafo da AFP.
Os funcionários talibãs tentam restaurar a segurança do país e buscam atrair investidores estrangeiros.
Empresários chineses têm visitado o país desde que o governo talibã chegou ao poder pela segunda vez em 2021.
Em 2022, o grupo Estado Islâmico reivindicou um violento ataque a um hotel popular com clientela chinesa.
A China, que compartilha 76 km de fronteira com o Afeganistão, tem relações próximas com o governo talibã.
S.Gantenbein--VB