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Grande incêndio florestal na Patagônia argentina afeta 5.500 hectares
O principal incêndio florestal na Patagônia argentina já consumiu mais de 5.500 hectares até este sábado (10), enquanto centenas de bombeiros e moradores voluntários trabalhavam incansavelmente para conter as chamas descontroladas que deixam pequenas comunidades da região em alerta máximo.
Os incêndios ocorrem apenas um ano depois dos piores incêndios florestais a atingir a Patagônia em três décadas, em uma série de eventos extremos que exercem pressão constante sobre os sistemas oficiais e comunitários de combate ao fogo.
"Não há como descrever o que estamos vivenciando. Há focos de incêndio por toda parte; um novo é relatado a cada cinco minutos. É um inferno", disse Flavia Broffoni, moradora de Epuyén, neste sábado em sua conta no Instagram.
Broffoni é uma das dezenas de moradores que têm trabalhado incansavelmente para conter as chamas desde segunda-feira, quando o incêndio começou no balneário de Puerto Patriada, cerca de 1.700 quilômetros a sudoeste de Buenos Aires.
Apesar dos esforços de centenas de bombeiros, o incêndio devastou milhares de hectares de vegetação e cercou a pequena localidade de Epuyén, um vilarejo com pouco mais de 2.000 habitantes, situado entre um lago glacial e colinas cobertas por florestas nativas.
O governador da província, Ignacio Torres, declarou no X que, devido às condições climáticas adversas previstas para o fim de semana, as "próximas 48 horas serão vitais" para conter o incêndio.
Cerca de 3.000 turistas em Puerto Patriada e 15 famílias na região de Epuyén foram evacuados, especificou Torres. Mais de 10 casas foram destruídas pelo fogo.
A operação oficial envolve quase 500 pessoas, incluindo bombeiros, equipes de resgate, forças de segurança e pessoal de apoio. Ao longo do fim de semana, aeronaves de reforço e mais bombeiros são esperados da província de Córdoba (centro da Argentina) e do Chile.
D.Bachmann--VB