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Grok desativa ferramenta que permite despir pessoas para usuários não pagantes
Grok, o assistente de inteligência artificial da plataforma de Elon Musk, desativou nesta sexta-feira (9) sua função de criação de imagens para usuários não pagantes, após ser criticado por gerar imagens falsas sexualmente explícitas de mulheres e menores.
Essas imagens, criadas por meio da edição de fotos ou vídeos de pessoas reais para que parecessem nuas, provocaram protestos em todo o mundo.
Quando os usuários do X acessaram o Grok nesta sexta-feira, o assistente respondeu: “A geração e a edição de imagens estão atualmente reservadas aos assinantes pagos. Você pode assinar para desbloquear essas funções”.
A Comissão Europeia anunciou na quinta-feira a imposição de uma medida cautelar ao X após o escândalo relacionado às imagens sexualmente explícitas de menores geradas pelo Grok.
O órgão disse ter emitido uma “ordem de retenção”, uma medida legal que obriga o X a “preservar todos seus documentos internos relacionados ao Grok até o final de 2026”, declarou um porta-voz à imprensa.
No início de dezembro, a UE multou o X em 120 milhões de euros (753 milhões de reais na cotação atual) por descumprir a Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês), apesar de reiteradas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusa o bloco europeu de atacar as gigantes tecnológicas americanas com sua legislação digital.
Na terça-feira, o governo britânico instou o X a encontrar uma solução “urgente” para evitar a proliferação de imagens falsas “repugnantes” de mulheres nuas e de menores geradas pelo Grok.
“O que vimos online nos últimos dias é absolutamente repugnante e inaceitável em qualquer sociedade que se preze”, declarou Liz Kendall, ministra de Tecnologia do governo trabalhista de Keir Starmer.
W.Huber--VB