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Jubileu de 2025 atraiu mais de 33 milhões de peregrinos a Roma
O jubileu católico de 2025 atraiu mais de 33 milhões de peregrinos a Roma, informou o Vaticano nesta segunda-feira (5), quando os últimos fiéis passavam pela "Porta Santa" da basílica de São Pedro.
Na terça-feira, o papa Leão XIV fechará as portas de bronze da basílica durante uma grande cerimônia, 12 meses depois de terem sido abertas por seu antecessor, Francisco, falecido em abril.
O jubileu, organizado pela Igreja a cada 25 anos, é um período de reflexão e penitência para os mais de 1,4 bilhão de católicos do mundo.
"Todo mundo veio a Roma. Os peregrinos chegaram de 185 países" para 35 atos importantes, como um festival para jovens católicos e a canonização do primeiro santo millennial, declarou o arcebispo Rino Fisichella a jornalistas.
Os números são a demonstração de "uma Igreja dinâmica", avaliou durante uma coletiva de imprensa.
Este também será lembrado como um jubileu de dois papas. A última vez que um sumo pontífice morreu durante um "Ano Santo" foi em 1700.
Apesar da chuva torrencial, milhares de peregrinos passaram pela porta no último dia. Muitos receberam uma "indulgência plenária", ou perdão dos pecados confessados.
"É realmente uma graça. E me sinto maravilhosa", disse Josie Aguirre, de 67 anos, vinda das Filipinas.
O último peregrino passará pela enorme porta às 13h30 de Brasília.
Cerca de 60% dos peregrinos que participaram do jubileu vieram da Europa e 16% da América do Norte, segundo o Vaticano.
A participação aumentou consideravelmente após a eleição, em maio, de Leão XIV, o primeiro papa americano, acrescentou a Santa Sé.
Críticos temiam que a Cidade Eterna não conseguisse lidar com milhões de visitantes extras, mas o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, declarou a jornalistas que o "principal legado" do Jubileu foi uma renovada "confiança na possibilidade de melhorar e transformar" a cidade, depois de "um período muito longo de estagnação ou, inclusive, declínio".
D.Schaer--VB