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Forte terremoto no México deixa 2 mortos e dezenas de casas destruídas
Duas pessoas morreram e dezenas de casas ruíram nesta sexta-feira (2) devido a um terremoto de magnitude 6,5, com epicentro no estado de Guerrero, no sudoeste do México, que sacudiu esta região turística da costa do Pacífico e próxima à capital do país.
O terremoto ocorreu por volta das 8h00 (horário local, 11h00 em Brasília) e teve magnitude 6,5, de acordo com dados do Serviço Sismológico Nacional do México.
Inicialmente, as autoridades reportaram que não havia "danos graves". Contudo, horas depois, foram confirmadas as mortes de uma pessoa na Cidade do México e de outra na localidade de San Marcos, a 15 km do epicentro.
Na capital, um homem de 60 anos faleceu após sofrer uma queda enquanto deixava seu domicílio durante o tremor. "O homem saiu de seu apartamento no segundo andar, tropeçou e perdeu a consciência", informou o governo da prefeitura de Benito Juárez.
Outras 12 pessoas ficaram feridas, informou a prefeita da capital, Clara Brugada, na rede social X.
Em San Marcos, uma mulher de aproximadamente 50 anos "perdeu a vida como consequência do desabamento de sua casa", declarou a governadora de Guerrero, Evelyn Salgado.
A mulher "estava preparando seu café, era cedo, e do nada veio tudo isto em cima", explicou à AFP Edith Gaspar, familiar da vítima, ao apontar para os escombros da parede e do teto da casa destruída.
Nessa localidade, cerca de 50 imóveis desmoronaram, e "em todo o município, as casas estão com rachaduras", disse o prefeito Misael Lorenzo Castillo.
Um dos moradores, Rogelio Moreno, mostrou à AFP as rachaduras que atravessam sua casa, e lamentou que "San Marcos esteja gravemente danificada, devastada".
- 'O susto foi horrível' -
O forte tremor foi precedido por alarmes de advertência e forçou o cancelamento da coletiva de imprensa que a presidente Claudia Sheinbaum realiza todas as manhãs no Palácio Nacional, na Cidade do México.
O chão começou a tremer às 7h58, horário local (10h58 em Brasília), levando os moradores da capital a evacuarem suas casas.
"Eu ainda estava dormindo quando o alarme da rua começou a tocar", disse à AFP Karen Gómez, de 47 anos, moradora do 13º andar de um prédio no bairro de Álvaro Obregón, na Cidade do México.
"O alarme do celular me assustou muito", explicou Gómez, funcionária de uma empresa, referindo-se a um sistema de alerta por celular implementado recentemente pelo governo mexicano em 2025.
"O susto foi horrível. Dava para sentir o prédio tremendo", disse Norma Ortega, de 57 anos, moradora de um prédio próximo.
Em Acapulco, Ricardo, um turista que deixou seu hotel nervoso e sem camisa, lamentou estar "começando o ano com este susto".
O turista oriundo do estado de Morelos, no centro do México, disse à AFP que sentiu uma réplica do lado de fora de sua hospedagem.
Até as 14h locais (17h em Brasília) 546 réplicas haviam sido registradas, segundo o Serviço Sismológico Nacional.
- Outros terremotos -
Parte da Cidade do México, principalmente a área central, foi construída sobre o subsolo lamacento do que antes era um lago, o que a torna particularmente vulnerável a terremotos. Os mais sentidos são aqueles que se originam na costa de Guerrero, a menos de 400 km.
Também em 19 de setembro de 2017, um sismo de magnitude 7,1 deixou 369 mortos, a maioria na Cidade do México.
Com o apoio do Serviço Sismológico Nacional, foram desenvolvidos sistemas de alerta, incluindo aplicativos para smartphones, que avisam sobre terremotos fortes e dão aos moradores da capital até um minuto para ficarem em segurança.
O governo da cidade instalou alto-falantes em postes de iluminação pública que transmitem o "alerta sísmico".
O México está situado entre cinco placas tectônicas, cujos movimentos fazem do país um dos que registra maior atividade sísmica no mundo, particularmente na costa do Pacífico, da fronteira com a Guatemala até o estado de Jalisco (oeste).
F.Fehr--VB