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Presidente de Equador declara estado de exceção em nove províncias do país
O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou na quarta-feira (31) estado de exceção em nove das 24 províncias do país devido ao aumento dos homicídios, resultado da crescente violência dos grupos criminosos associados ao narcotráfico.
O Equador encerra 2025 com um novo recorde de homicídios. Entre janeiro e novembro deste ano, mais de 8.300 pessoas foram assassinadas no país, segundo informações do Ministério do Interior.
O número supera o registrado em 2023, quando atingiu o recorde de 47 homicídios por cada 100.000 habitantes.
O Observatório do Crime Organizado estima que em 2025 a taxa será de 52 mortes violentas por cada 100.000 pessoas.
O estado de exceção "por grave comoção interna" se estenderá por 60 dias nas províncias costeiras de Guayas, Manabí, Santa Elena, Los Ríos, El Oro, Esmeraldas e Santo Domingo, na andina Pichincha e na amazônica Sucumbíos, afirma o documento assinado por Noboa.
A medida também afeta as localidades de La Maná, na província de Cotopaxi, e de Las Naves e Echeandía, em Bolívar.
De acordo com o decreto, entre 1º de novembro e 23 de dezembro houve mais de 1.200 homicídios nas nove províncias. A maioria das mortes se concentrou em Guayas (sudoeste).
O estado de exceção permitirá que as forças de segurança realizem "buscas imediatas, quando houver indícios" de que em um local "estejam escondidos integrantes de grupos armados organizados ou de estruturas de crime organizado, ou sejam encontradas armas, munições, explosivos" ou drogas, acrescenta o documento.
O Equador sustenta uma guerra contra grupos criminosos com conexões com cartéis internacionais, que, em sua sangrenta disputa pelo poder, o transformaram no país mais violento da América Latina.
O país ganhou protagonismo no narcotráfico internacional por sua localização estratégica, como porta de saída da cocaína colombiana e peruana que é vendida na Europa e nos Estados Unidos.
P.Staeheli--VB