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Ex-chefe de polícia neozelandês condenado à prisão domiciliar por pedofilia
A Justiça da Nova Zelândia condenou nesta quarta-feira (17) a nove meses de prisão domiciliar o ex-subchefe da polícia Jevon McSkimming, que se declarou culpado de posse de material de exploração sexual infantil e zoofilia.
McSkimming, que há 12 meses era o número dois da polícia da Nova Zelândia, foi detido em junho e recebeu oito acusações de posse de material de conteúdo condenável.
O ex-policial de 52 anos aceitou em novembro três acusações, incluindo posse de material de exploração sexual infantil e de zoofilia armazenado em seus dispositivos de trabalho.
O juiz Tim Black anunciou, em Wellington, a sentença de nove meses de prisão domiciliar. Ele decidiu que McSkimming não deverá ser registrado como criminoso sexual.
O magistrado adotou como ponto de partida uma pena de prisão de três anos, mas concedeu reduções porque McSkimming se declarou culpado, demonstrou arrependimento e fez tentativas de reabilitação.
Também afirmou que o réu é uma pessoa de baixo risco para a comunidade. A advogada de McSkimming, Letizea Ord, afirmou que seu cliente está profundamente envergonhado de suas ações.
McSkimming foi suspenso de seu cargo com salário integral em dezembro de 2024, quando foi aberta uma investigação sobre sua conduta.
Ele permaneceu em licença por seis meses até renunciar ao cargo em maio. Em novembro, o comissário de polícia da Nova Zelândia, Richard Chambers, chamou o caso de "vergonhoso".
"O resultado demonstra que todos os policiais, independentemente de seu posto, devem acatar as leis que regem a todos", afirmou Chambers.
P.Vogel--VB