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Autoridades intensificam buscas por suspeito de ataque em universidade dos EUA
O responsável pelo ataque a tiros que deixou dois mortos na renomada Universidade Brown, nos Estados Unidos, continuava foragido nesta segunda-feira (15), enquanto autoridades divulgaram novas imagens de uma "pessoa de interesse" registradas por câmeras de segurança.
O ataque, que também deixou nove feridos, ocorreu no último sábado, em um prédio do campus na cidade de Providence, no estado de Rhode Island, onde provas estavam sendo aplicadas. Um homem invadiu o local e abriu fogo, antes de fugir.
Todas as vítimas eram estudantes. Dos nove feridos, um estava em estado crítico, sete em condição estável e um já recebeu alta, informou o prefeito de Providence, Brett Smiley.
Autoridades prenderam inicialmente um homem, que foi solto posteriormente, por falta de provas. A polícia divulgou hoje imagens de câmeras de segurança de outra pessoa procurada por envolvimento no ataque.
Os dois estudantes assassinados foram identificados como Ella Cook, vice-presidente da associação republicana de Brown, e Mukhammad Aziz Umurzokov, originário do Uzbequistão, que desejava se tornar neurocirurgião.
- Investigação complexa -
"Queremos que o indivíduo que apertou o gatilho contra esses jovens seja identificado, preso e levado à Justiça", disse hoje o governador de Rhode Island, Dan McKee. Mais cedo, a polícia local informou que havia "uma presença reforçada nos bairros de Providence", e que seriam solicitadas de porta em porta imagens de câmeras de segurança.
"Esta é uma investigação muito ativa, muito complexa", disse o comandante de polícia de Providence, Oscar Perez. Agentes do FBI e do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) estão envolvidos nas buscas, acrescentou.
A polícia divulgou inicialmente 10 segundos de um vídeo em que o suspeito aparece caminhando rapidamente em uma rua deserta. Ele é visto de costas, depois de abrir fogo dentro de uma sala de aula no térreo. Após o ataque, o suposto atirador, que vestia uma roupa escura, deixa o prédio.
- Armas de fogo nos EUA -
Com mais armas de fogo em circulação do que habitantes, os Estados Unidos apresentam a taxa de mortalidade mais alta por esse tipo de armamento entre todos os países desenvolvidos.
Os massacres são uma calamidade recorrente que sucessivos governos não conseguem conter, uma vez que muitos americanos continuam defendendo o direito de possuir e portar armas, garantido pela Constituição.
Segundo o Gun Violence Archive, que define um ataque a tiros em massa como um evento no qual quatro ou mais pessoas são feridas por disparos, mais de 300 incidentes desse tipo foram registrados nos Estados Unidos desde o início do ano.
Durante um evento ontem na Casa Branca, o presidente Donald Trump fez uma breve referência ao ataque na universidade e enviou suas condolências às famílias das vítimas. A instituição, que faz parte da Ivy League -- um grupo de oito universidades particulares de elite dos Estados Unidos que também inclui Harvard, Princeton e Yale --, tem cerca de 11 mil alunos.
O ataque a tiros mais letal em uma instituição de ensino na história dos Estados Unidos ocorreu em Virginia Tech, em 16 de abril de 2007, quando um estudante matou 32 pessoas e feriu outras 17, antes de tirar a própria vida.
R.Flueckiger--VB