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UE quer tomar medidas contra as terapias de conversão sexual
A União Europeia quer lançar "um ataque em toda regra" contra as chamadas terapias de conversão dirigidas a pessoas LGBTQ, apesar de não ter competência para proibi-las, afirmou nesta terça-feira (7) à AFP a comissária europeia Hadja Lahbib.
Mais de um milhão de europeus assinaram, em maio, uma petição pedindo que a Comissão Europeia proibisse essas práticas que alegam, de forma infundada, poder mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero de alguém.
"Não podemos fazer isso porque estaríamos violando as competências dos Estados-membros", explicou Lahbib, responsável pelas questões de igualdade.
A autoridade, que apresentará na quarta-feira um plano contra a discriminação das pessoas LGBTQ, prometeu implementar uma coleta de dados em escala dos 27 países da UE para combater essas práticas.
"Vamos reunir todos os dados que temos sobre essas práticas, que muitas vezes se disfarçam de práticas de ajuda psicológica", explicou.
As terapias de conversão, que equiparam, por exemplo, a homossexualidade a uma doença, podem assumir a forma de sessões de exorcismo, cursos ou até choques elétricos.
"É evidente que os 27 devem proibi-las", afirmou Hadja Lahbib durante a entrevista.
A comissária europeia também alertou sobre "o vento de retrocesso que sopra do outro lado do Atlântico" e que "contamina" alguns países do leste da Europa, referindo-se às repetidas tentativas de proibir as Paradas do Orgulho na Hungria.
Com o objetivo de proteger as pessoas LGBTQ da discriminação, a União Europeia também quer elaborar uma proposta para combater o ódio on-line. Os detalhes ainda serão definidos.
F.Wagner--VB