
-
Napoli vence Cagliari com gol nos acréscimos e sobe para liderança do Italiano
-
Sinner perde set, mas vence Shapovalov e avança às oitavas US Open
-
Rebeldes do Iêmen prometem vingança após morte de seu 'primeiro-ministro' em bombardeios israelenses
-
Naomi Osaka avança às oitavas do US Open pela 1ª vez desde 2020
-
Bayern sofre, mas vence Augsburg e se mantém 100% no Alemão
-
Cruz Vermelha denuncia planos de evacuar Cidade de Gaza e Israel endurece cerco
-
Matheus Cunha é cortado por lesão e Samuel Lino é convocado para Seleção
-
Coco Gauff vence Magdalena Frech e vai às oitavas do US Open
-
Um Frankenstein 'emotivo' chega a Veneza sob a direção de Guillermo del Toro
-
Com gol nos acréscimos, United vence Burnley e consegue 1ª vitória no Inglês
-
Milhares protestam contra ações de Israel em Gaza à margem do Festival de Veneza
-
Bayern x Chelsea será o duelo mais atrativo da 1ª rodada da Champions
-
Dançar tango, terapia inovadora na Argentina contra sintomas de Parkinson
-
Nkunku deixa Chelsea e assina com Milan
-
Moraes manda ampliar monitoramento na área externa da residência de Bolsonaro
-
Oscar Piastri faz a pole position do GP da Holanda de F1
-
Incêndio provocado por manifestante no leste da Indonésia deixa 3 mortos
-
Ex-presidente do Parlamento ucraniano é morto a tiros
-
Presidente chinês recebe líderes mundiais para reunião da OCX
-
Irmãos escoceses completam travessia do Pacífico a remo
-
Cruz Vermelha afirma que evacuação da Cidade de Gaza é impossível
-
Juíza bloqueia procedimento acelerado de expulsão de migrantes de Trump
-
Navio de guerra americano entra no Canal do Panamá rumo ao Caribe
-
Djokovic vence Norrie e volta às oitavas do US Open
-
Governador relata 'ataque maciço' à região ucraniana de Dnipropetrovsk
-
Sabalenka se vinga de Leylah Fernández e vai enfrentar Bucsa nas oitavas do US Open
-
Tribunal de apelação dos EUA considera tarifas globais de Trump ilegais
-
Veterano Dayro Moreno volta à seleção da Colômbia para enfrentar Bolívia e Venezuela
-
Palmeiras reforça meio-campo com Andreas Pereira, vindo do Fulham
-
Cremonese bate Sassuolo em estreia de bisneto de Mussolini e lidera Italiano; Milan vence
-
Audiência sobre demissão de diretora do Fed termina sem decisão
-
Lewandowski retorna à seleção da Polônia após troca de treinador
-
Norris domina o dia de treinos livres nos Países Baixos; Alonso fica em segundo
-
Macron e Merz denunciam falta de vontade de Putin e querem mais sanções contra Rússia
-
Líder opositor deixa a prisão na Bolívia após três anos
-
St Pauli vence dérbi contra o Hamburgo (2-0) pela 2ª rodada da Bundesliga
-
Ben Shelton sente lesão contra Mannarino, que avança às oitavas do US Open
-
Rodri e Carvajal voltam à seleção espanhola após se recuperarem de lesões
-
Sevilla reforça sua defesa com Azpilicueta
-
Sindicatos franceses convocam mobilização contra projeto de orçamento
-
Ancelotti convoca Vitinho, do Botafogo, para o lugar do lesionado Vanderson na Seleção
-
Colômbia, Panamá e Costa Rica alertam sobre abusos na crescente migração norte-sul
-
Alexander-Arnold fica de fora da lista da Inglaterra para jogos das Eliminatórias da Copa de 2026
-
Yeremy Pino deixa Villarreal e assina por 5 anos com Crystal Palace
-
Sorteio define jogos da primeira fase da Liga Europa
-
Trump retira guarda-costas governamentais de Kamala Harris
-
Venezuela celebra novos alistamentos frente à 'agressão' dos EUA
-
Xavi Simons deixa RB Leipzig e assina com Tottenham
-
Maresca confirma contratação do argentino Garnacho pelo Chelsea
-
Gattuso inclui três estreantes em sua 1ª convocação como técnico da Itália

Eleições presidenciais na Venezuela: 'remake' ou novo capítulo?
"Já vimos esse filme", afirma o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que cinco anos depois de enfrentar uma denúncia de eleição fraudulenta e a autoproclamação de Juan Guaidó como "presidente interino", enfrenta Edmundo González, que se declara "presidente eleito" com "provas" na mão.
A Venezuela vive o mesmo cenário que terminou com o fracasso da oposição na busca pelo poder?
Seguem alguns pontos-chave para entender a situação:
- Guaidó 2.0 -
"A história se repete: primeiro como tragédia e depois como farsa", disse Karl Marx.
Afirmando ser marxista-leninista, Maduro cita seus clássicos ao falar sobre a situação atual e lembra o episódio que enfrentou em 2019, quando Guaidó, então chefe do Parlamento, se autoproclamou "presidente interino" após não reconhecer eleição presidencial do ano anterior, boicotada pela oposição em meio à inabilitação de seus líderes.
Parte da comunidade internacional, e em particular os Estados Unidos, convencida de poder derrubar Maduro, reconheceu então Guaidó como chefe de Estado e até lhe confiou a gestão de bens venezuelanos no exterior.
Mas a experiência terminou em fracasso. Maduro debochava dele periodicamente e o acusava de viver no "mundo de Nárnia".
Agora Maduro acusa González Urrutia de ser um "Guaidó 2.0": "Já vivemos isso (...) os protagonistas são os mesmos. O povo quer paz, democracia, prosperidade".
- Choque de trens -
Mas o contexto atual "é muito diferente" da época de Guaidó, considera Giulio Cellini, diretor da consultora política Log Consultancy.
"Neste caso não se trata de a comunidade internacional reconhecer um presidente paralelo (…) o que se pede é que o resultado seja certificado com uma auditoria das atas", explica.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), alinhado ao governo, proclamou Maduro como presidente reeleito em 28 de julho com 52% dos votos, sem tornar pública a apuração e alegando ter sido vítima de hacking.
A oposição, porém, denunciou a fraude e declarou que o vencedor foi González Urrutia, representante de María Corina Machado, inelegível para cargos públicos após uma inabilitação contra ela.
Os dirigentes publicaram então a ata com a qual defendem a vitória e que afirmam ter sido obtida graças a testemunhas.
Segundo a oposição, González Urrutia venceu as eleições com 67% dos votos, mas o chavismo considera esta tese falsa.
Muitos observadores e especialistas, como Cellini e o professor de história da Universidade Central da Venezuela (UCV), Pedro Benítez, consideram o ataque inverosímel. Alguns acreditam que se trata de uma "invenção" do governo para evitar a publicação da ata.
"É um choque trens no qual o governo foi proclamado vitorioso no processo eleitoral, mas não o provou com as atas de votação" e por outro lado a oposição "reivindica a vitória eleitoral, afirma ter as atas, mas não tem a quem apresentá-las, não tem meios institucionais para provar sua vitória", destaca.
- Guerra de desgaste -
"O que ocorre neste momento é a consolidação de uma ditadura militar no pior estilo que se conheceu no Cone Sul (…) Estamos vendo desaparecimentos forçados, detenções em grande escala", diz Benítez, destacando que hoje na América Latina existem três ditaduras: Cuba, Nicarágua e Venezuela, as três de esquerda.
Os protestos contra a reeleição de Maduro deixaram 24 mortos, segundo ONGs de direitos humanos, e mais de 2.200 detidos, segundo Maduro.
"Até agora as Forças Armadas têm se mostrado publicamente inflexíveis, unificadas em torno da estratégia que o governo executa", destaca Cellini, para quem o poder é cada vez mais autoritário.
A suspensão da rede social X é o início de uma "guerra de desgaste", indica um observador, entre um poder que tem força e uma oposição que conta com as ruas e a pressão internacional.
A.Zbinden--VB