-
Com dois gols contra a Escócia, Vini Jr. entra na disputa pela Chuteira de Ouro
-
Parques de Paris viram 'hotéis' na noite mais quente registrada na França
-
Sul-africanos vão às ruas para celebrar classificação histórica na Copa do Mundo
-
Mais de 100 milhões de europeus sofrem impacto de onda de calor mortal
-
Inflação dos EUA sobe a 4,1% em maio, maior nível em três anos
-
Ministra sueca rompe barreiras ao participar de reuniões da UE com seu filho nos braços
-
Reformas em Cuba: guinada ao modelo chinês ou ao capitalismo oligárquico?
-
Polônia realiza conferência sobre a reconstrução da Ucrânia sem Zelensky
-
Sarah Burton faz referência a Timothée Chalamet em sua estreia masculina para Givenchy
-
Crime organizado brasileiro se expande para a Guiana Francesa
-
EUA e países de todo o mundo oferecem ajuda à Venezuela após terremotos devastadores
-
Brasil aguarda conclusão do Grupo F para conhecer rival na 2ª fase da Copa
-
'Wannabe', sucesso das Spice Girls, completa 30 anos em meio a rumores de reencontro
-
'Tudo desabou': área mais devastada pelos terremotos na Venezuela pede socorro
-
Rubio rejeita possível pedágio iraniano em Ormuz e alerta para precedente
-
Trump abre festa dos 250 anos dos Estados Unidos com discurso de tom político
-
EUA volta a contar com Pulisic e tenta, contra Turquia, mais uma vitória antes dos 16-avos
-
África do Sul vence Coreia do Sul (1-0) e vai aos 16-avos da Copa em segundo no Grupo A
-
México elimina República Tcheca (3-0) e avança aos 16-avos da Copa com campanha 100%
-
Preço do Brent cai abaixo do nível anterior à guerra no Oriente Médio
-
'Muito nervoso, mas feliz', diz Neymar após estreia na Copa do Mundo
-
Proibição de adolescentes em redes sociais na Austrália teve pouco impacto (estudo)
-
Juízas do TPI processam Trump por 'sanções draconianas'
-
'Seguir melhorando', diz Vini Jr. após vitória do Brasil
-
Bósnia elimina Catar e se garante nos 16-avos da Copa do Mundo
-
Jaques Wagner deixará liderança do governo no Senado por suspeita de corrupção
-
'Agora chega o bonito', diz Ancelotti após vitória do Brasil sobre a Escócia
-
Marrocos vence Haiti (4-2) e passa em segundo no grupo do Brasil na Copa
-
Brasil vence Escócia (3-0) e vai aos 16-avos como 1º do Grupo C da Copa
-
Terremotos na Venezuela destroem prédios e causam pânico em Caracas
-
Trump pede ao Congresso mais recursos para guerra no Irã
-
Ainda confiante na classificação, Equador encara líder Alemanha
-
Forte sismo de magnitude 7,1 sacode a Venezuela
-
Novo tipo de vacina permite imunizar contra famílias de vírus (pesquisadores)
-
Rubio promete defender interesses dos países do Golfo em negociações com Irã
-
Entre a nostalgia e o desinteresse, Itália vive mais uma Copa sem a 'Azzurra'
-
Tenistas vão intensificar protesto por premiação em Wimbledon
-
'Eles vêm com tudo', diz Laporte sobre duelo da Espanha contra o Uruguai
-
Onda de calor sufoca Europa e testa redes elétricas
-
Candidatos do prefeito de Nova York vencem primárias democratas
-
Bósnia garante terceiro lugar do Grupo B na Copa do Mundo e elimina o Catar
-
Suíça vence Canadá (2-1) e avança como líder do Grupo B da Copa
-
Cacique Raoni se recupera após cirurgia no intestino
-
Pai, mãe e Flávio Bolsonaro desejam sorte a Neymar em sua estreia na Copa
-
Keiko Fujimori agradece apoio de eleitores e admite divisão no Peru
-
Adversário reconhece De la Espriella como presidente eleito da Colômbia
-
Novo formato ressuscita fantasma da manipulação de resultados na Copa
-
Juan Manuel Cerúndolo avança para as quartas de final em Eastbourne
-
Surto de hantavírus deve ser encerrado oficialmente em 2 de julho (OMS)
-
França detecta primeiro caso de ebola fora da África durante surto atual
Quatro pontos sobre as prisões do Equador sob o poder das facções
Centros de operações de facções criminosas, esconderijos suntuosos, teatros do terror e depósitos de cadáveres. Dentro das prisões do Equador, o narcotráfico criou um inferno, cujas labaredas se estenderam para as ruas.
A fuga de Adolfo Macías, conhecido como Fito, líder do maior grupo narcotraficante do país, Los Choneros, fez o mundo colocar os olhos sobre o frágil controle do sistema penitenciário, onde confrontos entre facções já deixaram mais de 460 detentos mortos desde 2021.
Mergulhada na violência, a nação superou, em 2023, seus recordes de apreensão de drogas e homicídios: 220 toneladas e uma taxa de homicídios de 46 a cada 100.000 habitantes.
Esses são os quatro pontos para entender como as prisões do Equador terminaram sob o poder das facções e o regime de terror que elas impõem dentro delas.
1. Um "Frankenstein"
Existe uma aliança entre detentos e alguns policiais. A troca de informação por privilégios nas prisões quebrou códigos da máfia como o de não delatar, o que acirrou ainda mais as rivalidades entre facções.
"Personagens como Fito, como Rasquiña (ex-líder de Los Choneros assassinado em 2020) e como qualquer outro chefe das facções são Frankensteins do Estado, são o produto do Estado e do narcotráfico", disse à AFP Jorge Núñez, antropólogo equatoriano da Universidade de Amsterdã.
Suítes, boates, piscinas e galos de briga são alguns dos luxos dentro das penitenciárias. Fito chegou a gravar um clipe em sua homenagem na prisão, da qual fugiu horas antes de uma operação para enviá-lo para outra mais segura.
"Essas pessoas vêm das economias ilegais, mas, no final, adquirem seu poder ao entrar em contato com (...) a Inteligência policial", acrescenta Núñez, especialista do centro etnográfico Kaleidos.
2. Corrupção
Para Alexandra Zumárraga, ex-diretora de reabilitação social, outro golpe para o frágil sistema carcerário foi ter dado poder a uma polícia corrupta no controle dos acessos às penitenciárias.
Um exemplo disso é o caso "Metástese", que evidenciou os vínculos entre o narcotraficante Leandro Norero - assassinado em 2022 em uma prisão - com políticos, juízes, policiais, promotores e um ex-diretor do órgão responsável pelas prisões (SNAI).
Durante o governo de Lenín Moreno (2017-2021) se eliminou o Ministério da Justiça e Direitos Humanos, que administrava as prisões. À época, foi criado o SNAI, que não conseguiu frear a violência, apesar dos estados de exceção que permitiram a militarização das prisões.
"Isso deu muito mais aproximação dos policiais com as máfias narcocriminosas", afirma Zumárraga.
"O Estado perdeu totalmente o controle das prisões, nem mesmo os agentes (penitenciários) estavam entrando lá", acrescenta.
Segundo Zumárraga, em mais de uma dezena de massacres, o Ministério Público não investigou quem permite a entrada de fuzis modernos, granadas e milhares de munições.
3. Questão de sobrevivência
Uma prisão equatoriana é quase uma sentença de morte. Quem entra por crimes não relacionados ao crime organizado termina morto em massacres, ou se vincula a alguma facção para poder sobreviver.
A lentidão da Justiça também satura as prisões já superlotadas.
Em alguns dos massacres carcerários, que estão entre os piores da América Latina, houve "casos de pessoas que já tinham (o direito ao) mandado de soltura, (mas as autoridades) não o haviam emitido e foram massacradas", diz Zumárraga.
Os presos também terminam tatuados com os símbolos das facções que controlam suas alas, e depois, assassinados por seus rivais.
Núñez, que pesquisa desde 2004 o sistema penitenciário, explica que um preso ou sua família deve pagar às facções cerca de 240 dólares mensais para ter "segurança".
Nas prisões, as organizações também alistam novos recrutas e, assim, expandem suas economias ilegais.
4. Prisões militarizadas
Diante do ataque do tráfico de drogas, o presidente Daniel Noboa declarou um "conflito armado interno", classificou as facções criminosas como "terroristas" e enviou milhares de militares.
Antes considerado uma ilha de paz entre Colômbia e Peru - os maiores produtores de cocaína do mundo -, o Equador passou de quatro organizações do narcotráfico na década de 1990 para mais de 20 em 2023, ligadas a cartéis mexicanos, colombianos e dos Bálcãs, de acordo com a Presidência.
A luta contra as drogas incluiu a militarização das prisões e dos bairros pobres. Imagens das Forças Armadas mostram prisioneiros desfilando seminus, com as mãos amarradas e cercados por soldados. Até mesmo vídeos de espancamentos e humilhações circulam.
"Se outros países da região nos ensinaram alguma coisa, é que a militarização só gera mais violência, e as únicas pessoas afetadas pela militarização são os cidadãos comuns", diz Núñez.
Frequentemente comparado ao presidente salvadorenho, Nayib Bukele, Noboa planeja construir prisões em seu próprio estilo, contratadas pela mesma empresa. As organizações de direitos humanos estão de olho no respeito às garantias fundamentais dos detentos.
G.Frei--VB