-
LSAP exige fim do turismo de combustível e critica reforma tributária
-
Polícia apreende pistola de gás e munição em Esch após incidente no Rathausplatz
-
Produção industrial brasileira cai 0,8% em setembro
-
Brasil gera 121,3 mil empregos formais em setembro
-
Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75%
-
Dólar recua após eleições nos EUA; Ibovespa sobe
-
Governo publica MP com alíquotas do Imposto Seletivo para 2027
França registra queda nos distúrbios noturnos
As forças de segurança anunciaram as detenções de pelo menos 72 pessoas na segunda-feira à noite e na madrugada de terça-feira, no mais recente episódio da onda de distúrbios noturnos na França, o que confirma uma queda nos protestos uma semana após o início da revolta nas ruas.
O balanço divulgado nesta terça-feira (4) pelo ministério do Interior também relata 24 edifícios danificados, 159 veículos queimados e de 202 pontos de incêndio nas ruas durante a sétima noite de violência, que não deixou nenhum policial ferido.
Os distúrbios explodiram na terça-feira (27) da semana passada, após a morte de Nahel, um jovem de 17 anos atingido por um tiro à queima-roupa de um policial durante uma operação de controle de trânsito no subúrbio de Paris.
Um vídeo de um morador de Nanterre registrou o momento da morte.
A tragédia provocou uma onda de distúrbios na França, em particular na periferia da capital, que perdeu força nos últimos dias, após os apelos de calma e a mobilização de 45.000 integrantes das forças de segurança pela terceira noite consecutiva.
Com a situação a caminho de um apaziguamento, o presidente Emmanuel Macron tentará "compreender as causas que provocaram os atos" durante uma reunião nesta terça-feira com os prefeitos de 220 localidades afetadas pelos distúrbios, informou seu gabinete.
A violência na França, que será a sede este ano do Mundial de Rúgbi e receberá os Jogos Olímpicos em 2024, provocou grande preocupação na comunidade internacional. A ONU pediu ao país que aborde o "profundo problema do racismo" na polícia.
A violência e a revolta dos jovens nos bairros populares recordam os distúrbios que abalaram o país em 2005, depois que dois adolescentes morreram eletrocutados quando fugiam da polícia em um bairro do subúrbio de Paris.
J.Horn--BTB