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Estudo associa sistemas ADAS a redução de colisões e alerta para desativação
Pesquisa da Universidade de Queensland encontrou quedas de até 40% em acidentes laterais, mas 60% dos motoristas disseram desligar recursos de assistência.
Uma pesquisa da Universidade de Queensland, na Austrália, analisou dados de milhares de veículos e concluiu que sistemas avançados de assistência ao motorista, conhecidos pela sigla ADAS, reduzem diferentes tipos de acidentes. Entre os recursos com melhor desempenho estão monitor de ponto cego, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência.
De acordo com os dados compilados, as colisões laterais caíram em até 40% nos veículos equipados com esses sistemas. As ocorrências frontais tiveram redução de 21%. Acidentes provocados pela invasão da faixa oposta diminuíram 15% com o uso combinado de controle de cruzeiro adaptativo e assistente de faixa.
Os pesquisadores estimam que, se todos os motoristas australianos mantivessem os recursos ativos, cerca de 8 mil acidentes poderiam ser evitados a cada ano. O uso correto dos equipamentos também teria potencial para prevenir 20% das mortes no trânsito analisadas.
A eficácia técnica, porém, enfrenta resistência dos usuários. O levantamento indicou que 60% dos condutores admitem desligar sistemas de segurança. Entre as razões mencionadas estão alarmes sonoros incômodos, avisos falsos e intervenções consideradas excessivas ou indesejadas.
Cerca de 45% dos entrevistados disseram sofrer com alertas falsos persistentes. Outros 80% afirmaram ter aprendido a operar as funções por tentativa e erro, sem treinamento adequado. A desativação reduz o potencial de prevenção apontado pelos dados.
Os resultados indicam que as montadoras precisam aperfeiçoar a precisão das tecnologias e, ao mesmo tempo, orientar os proprietários sobre o funcionamento dos recursos. Educação e treinamento podem ajudar a distinguir falhas, limites e intervenções esperadas dos sistemas.
A dificuldade de aceitação também aparece em outra pesquisa, encomendada pela JD Power. O Estudo do Índice de Experiência Tecnológica dos Estados Unidos apontou insatisfação com algumas tecnologias presentes em veículos considerados inteligentes. Os dados reforçam que a adoção de recursos não depende apenas de sua disponibilidade, mas da confiança e do entendimento dos motoristas.
R.Braegger--VB