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GWM anuncia que toda linha de carros híbridos com motor a combustão será flex no Brasil
A GWM confirmou nesta semana que toda a sua linha de veículos híbridos com motor a combustão será flex no Brasil. A decisão, anunciada pelo diretor Renato Bastos, segue o sucesso do GWM Tank 300 e do Haval H6, consolidando a estratégia da montadora chinesa de adaptar suas tecnologias ao mercado brasileiro.
A GWM anunciou que toda a sua linha de veículos híbridos com motor a combustão será flex no Brasil. A confirmação foi feita por Renato Bastos, diretor de Assuntos Institucionais da montadora chinesa, em entrevista ao programa CBN Autoesporte, na semana passada. Segundo o executivo, a decisão é um objetivo da empresa desde sua chegada ao país.
A medida segue o sucesso de desempenho do GWM Tank 300, que foi o primeiro veículo híbrido plug-in (PHEV) flex do mundo a ser lançado no mercado brasileiro. Pouco mais de quatro meses após a estreia da mecânica, Bastos relatou que os resultados surpreenderam positivamente a empresa.
O executivo destacou que, neste caso específico, a tecnologia está seguindo um caminho inverso ao habitual no setor automotivo, com o mercado brasileiro atuando como exportador de inovação. "Com a aprovação da matriz diante os resultados obtidos, o diretor comenta, neste caso, que a tecnologia traça caminho inverso do que estamos acostumados, com o mercado automotivo brasileiro ocupando o papel de exportador", afirmou Bastos.
A adaptação não se limita ao Brasil. O diretor informou que a GWM está estudando aplicar o sistema flex também na China, onde a montadora tem sede na província de Hebei. Atualmente, 10% de etanol é misturado à gasolina no país asiático. Além disso, Bastos revelou que um centro de pesquisa e desenvolvimento voltado à produção de biocombustíveis será o próximo passo da fabricante no território nacional.
Além do Tank 300, outros modelos da GWM já contam com a opção de abastecimento com etanol. O Haval H6 segue os passos do SUV off-road e adapta seu motor a combustão ao combustível vegetal. Todas as versões utilizam o motor 1.5 turbo de 150 cv e 24,4 kgfm, que preserva os números da linha 2026. No entanto, o torque máximo agora surge um pouco mais cedo na etapa de aceleração, entre 1.200 rpm e 1.800 rpm.
O desenvolvimento completo deste motor, conduzido tanto na China quanto no Brasil, durou 12 meses e acumulou mais de 400 mil km rodados na fase de testes. Para garantir a compatibilidade com o etanol brasileiro, o propulsor recebeu novas velas de ignição, filtros, bombas de combustível, bicos injetores e um sensor de etanol instalado dentro do tanque. No ano passado, este motor já havia ganhado intercooler a água, bomba de óleo variável e bomba d’água eletrônica.
O GWM Tank 300, primeiro a receber a tecnologia híbrida plug-in flex no país, possui um motor 2.0 turbo de quatro cilindros auxiliado por dois motores elétricos mais potentes. Os propulsores, em combinação, entregam 394 cv. A bateria de 37,1 kWh garante uma autonomia elétrica de quase 74 km, segundo dados do Inmetro.
Em termos de dimensões, o modelo mede 4,88 metros de comprimento, 1,98 m de largura, 1,92 m de altura e 3,01 m de entre-eixos. O interior também recebeu atualizações significativas. A GWM decidiu separar as telas do quadro de instrumentos e da central multimídia, que até então eram integradas, e redesenhar toda a porção central do painel. Como resultado, há novas saídas de ventilação, um console com novos comandos e um sistema de entretenimento agrupado em uma tela maior.
Durante o Festival Interlagos, a montadora também anunciou o Tank 400, modelo que já inclui motor flex em sua configuração.
P.Vogel--VB